21 de julho de 2022

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Crítica | O Verão Que Mudou Minha Vida é uma série simples e fascinante sobre família e crescer

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O Verão Que Mudou Minha Vida é daquelas séries fofinhas que aquecem o coração. Nada inesperado de uma obra baseada nos livros de Jenny Han, a mesma autora de Para Todos os Garotos que já amei.

Disponível na Amazon Prime Vídeo, a obra acompanha as férias de verão de Isabel Conklin – Belly (Lola Tung) e também envolve uma família amiga com dois irmãos espetaculares, Conrad (Christopher Briney) e Jeremiah (Gavin Casalegno) Fisher, que cresceram junto com Isabel e seu irmão, Steven (Sean Kaufman).

Parte do elenco da série, da esquerda para direita, Sean Kaufman, Gavin Casalegno, Christopher Briney, Lola Tung e Minnie Mills

A história foi construída em cima da força da família, amizade e união e traz momentos incríveis de amadurecimento, escolhas difíceis e amizades sinceras. O enredo foi construído voltado para o público adolescente e jovem adulto, e funciona muito bem ao retratar pequenos dilemas e grandes problemáticas da juventude e do ambiente familiar.

Apesar da história acompanhar Belly, não deixa de trazer momentos incríveis nos demais núcleos, desenvolvendo muito bem a história de todos os personagens, dos jovens até os adultos. Belly chega aos Cousins – costa litorânea onde se passa a história, para passar mais um verão com seus amigos de infância, mas dessa vez tudo esta diferente, a jovem finalmente floresceu e esta pronta para conquistar seu amor de infância, Conrad. Porém como tudo na vida, a situação não é tão simples assim e a jovem descobre das maneiras mais intensas o que é decepção amorosa, apaixonar-se a primeira vista, construir novas amizades e tenta de toda forma, provar a todos a seu redor, que esta amadurecendo.

Primeiro porre, brigas inconsequentes e cenas épicas de primeiro amor, são outros momentos garantidos ao longo dessa primeira temporada. Além de um baile de debutante para celebrar os 16 anos da jovem, que passa boa parte dos episódios, prometendo causar. Entre idas e vindas, a jovem tenta de diversas formas decifrar os sentimentos de Conrad, mas acaba sendo seu irmão Jeremiah, quem se declara a ela, que embarca em mais um romance de verão, mesmo confusa de seus sentimentos. Um belo circo amoroso que se desenrola desde os primeiros minutos da série, as vezes com 3 possíveis amores, outras com 2 fortes pretendentes.

Mas o que de fato acontece, e os jovens apenas no final da temporada entendem é que dilemas juvenis muitas vezes fazem passar batido o que realmente importa e a série faz questão de mostrar isso, quando descobrem que a mãe dos meninos, Susannah (Rachel Blanchard), esta com câncer terminal e apenas a mãe de Belly e Conrad sabiam da verdade. Esse fato é exposto no núcleo adulto logo no meio da temporada para quem assiste, porém é apenas no baile que todos finalmente ficam sabendo e fazem de tudo para convencê-la a tentar mais um tratamento.

Diante de tal situação, todos os problemas amorosos que a série traz no núcleo jovem perda a importância central, carregada até ali e torna-se fato secundário, para uma possível segunda temporada, assim como nos livros, que contam em várias edições os desdobramentos das decisões vividas nesse intenso verão.

Outra coisa interessante na produção é a crítica discreta que faz sobre as diferenças de classes sociais entre personagens, uma vez que a família de Belly é bem mais simples e como convidados dos Fisher – uma família bem sucedida, acabam convivendo com pessoas com mais condições que eles.

Com toda essa construção, narrativa e enredo, a série conseguiu entregar um ótima primeira temporada e já conta como possível renovação para a plataforma. Nota 07.

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