25 de abril de 2022

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Shrek completa 21 anos – Como uma animação não-Disney virou um fenômeno cultural

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Esse ano a animação Shrek completa mais de duas décadas de lançamento do primeiro filme. Lançado em 2001, a animação ganhou em 2002, o primeiro Oscar da categoria de Melhor Animazação, que foi criada naquele ano, ganhando inclusive de Monstros S.A. e Jimmy Neutron.

Para quem cresceu acompanhando o mundo das animações, não parece que o longa já chegou a maioridade e mesmo com todo esse tempo de existência, ainda faz parte da lista de animações favoritas das novas gerações. Uma prova disso é o popular filtro do Tik Tok, que traz o ogro mais querido do mundo como um filtro interativo para quem quiser usar.

Filtro do Shrek no TikTok lançado no fim de 2021

Como tudo começou

A animação tem leve inspiração em um livro dos anos 90, de mesmo nome, que ninguém menos que Steven Spielberg adquiriu os direitos para as telonas e vendeu a ideia para a DreamWorks, ainda em 1994.

Sete anos após isso, o filme ganhou os cinemas e chegou a alcançar a quarta maior bilheteria daquele ano, com 488 milhões de dólares, sendo considerado um aenorme sucesso, dado que sua produção custou US$ 60 milhões. O longa acabou ficando atrás de APENAS, o primeiro filme de Harry Potter, o primeiro de O Senhor dos Anéis e Monstros S.A.

O sucesso foi tamanho que a produtora não teve dúvidas e logo lançou sequências da história, que repetiram a façanha do primeiro e levaram milhões de pessoas do mundo todo aos cinemas. Confira a lista cronológica dos lançamentos:

  • 2001 – Shrek: apresenta um ogro como um herói improvável, um burro falante escudeiro e uma princesa não tão frágil assim;
  • 2004 – Shrek 2: hora de conhecer os pais! Shrek e Fiona embarcam ao reino Tão Tão Distante;
  • 2007 – Shrek 3: para não terem que assumir o trono, Shrek parte em uma aventura para localizar seu “primo” real Arthur;
  • 2007 – Shrek no Natal: um curta divertidíssimo da família mais ogra do mundo;
  • 2010 – Shrek para Sempre: e se tudo tivesse sido diferente? Shrek embarca em um mundo onde nada do que viveu, aconteceu;
  • 2011 – O Gato de Botas: o primeiro derivado do filme reconta o clássico infantil, no jeito Shrek de ser;
  • 2022 – O Gato de Botas 2: O Último Pedido: marcado para setembro, o filme trará uma nova aventura do gato após perder oito de suas nove vidas.

Todas essas versões podem ser conferidas na Netflix e algumas também estão disponíveis na HBO Max.

Além de tantas versões lançadas, o retorno financeiro para o estúdio foi e ainda é estrondoso, com o licenciamento da marca, os direitos dos parques mundo afora e todos os brinquedos lançados com inspiração no ogro e sua família, que movimentam milhões de dólares todo ano.

Mas como uma animação tão absurda e “simplória”, não criada pela rainha dos desenhos, Disney, repercutiu tanto e ainda é considerado uma ótima animação pela maioria das pessoas?

Para alguns, a quebra da hegemonia Disney por si só faz do filme um marco. Para outros, a mensagem que o filme traz e a quebra de ideais criados por outras animações anteriores, é o que conta. Inversão de papéis que antes eram “óbvios”: o príncipe galante não tão mocinho assim; um ogro mal humorado e horrendo salvando a donzela; e a própria donzela, descobrindo que não precisa de ninguém para se salvar. Além de diversas outras referências a clássicos dos contos de fadas e dos irmãos Grimm, recontados de uma perspectiva mais moderna e “realista”.

Personagens não tão coadjuvantes

Muitas mensagens são entregues ao longo das animações de Shrek, e é muito fácil que várias pessoas saiam de uma sessão de Shrek com uma lição diferente, cada. Aceitação, liberdade, amor além das aparências e amizade. Mas são os companheiros “indesejáveis” de Shrek que juntamente com o ogro, criaram um mundo fantástico e improvável de conto de fadas do século 21.

Além de Fiona, a princesa temperamental e “problemática”, que no primeiro filme se encontra e determina seu próprio destino, o Burro é sem dúvida, o coprotagonista mais lembrado pelos fãs, com suas expressões marcantes — “a gente já chegou?” —, sua lealdade incontestável e suas aparições em cena, agregam sem dúvidas as partes mais engraçadas de todos os filmes da franquia.

Não esquecendo do Gato de Botas, que surgiu como um mercenário e logo se tornou mais um dos fiéis amigos de Shrek, se destacando a ponto de ganhar sua própria animação.

Se tantas referências e diversidades não fossem o bastante, a escolha do elenco para dublagem foi impecável na versão original, que conta com Mike Meyers, Cameron Diaz e Eddie Murphy, como Shrek, Fiona e Burro, respectivamente. E na dublagem brasileira com o saudoso Bussunda dando a voz ao Shrek no primeiro e segundo filme, Mauro Ramos dublando os demais, Mario Jorge Andrade como Burro e Fernanda Crispim como Fiona, que são figurantes bem importantes e reconhecidas da dublagem e mundo artístico brasileiro.

Em uma franquia tão plural quanto essa, sem dúvidas há algo para todo mundo, aventura, romance, música, desafios, perigos e cenas cômicas e talvez essa seja no fim das contas, o segredo do sucesso de Shrek, misturar elementos infantis com aspectos da realidade.

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