28 de julho de 2022

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Crítica | Agente Oculto é uma aposta alta demais da Netflix

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Ação, roteiro, elenco estelar, direção brilhante… nesse combo, qualquer produção parece obra prima de Hollywood, porém, mesmo com tudo isso, O Agente Oculto, lançado como uma grande aposta da Netflix para encantar seus assinantes, acaba como mais uma produção de ação, audaciosa demais para o que apresenta.

Derivado de uma série de livros de Mark Greaney, O Agente Oculto foi adaptado a filme pelas mãos dos irmãos Russo, com a promessa de transformar a história em franquia. Mal o primeiro filme foi lançado e uma sequência e outro spin-off já foram confirmados, no intuito de expandir esse mundo da espionagem, trazer mais personagens e histórias diferentes de agentes secretos do mundo todo.

Em termos de elenco, a produção deu um show de contratações e talentos, trazendo Ryan Gosling no papel do espião Courty Gentry, um agente especial que se vê preso em uma armadilha por sua própria organização, após titubear em uma situação de vida e morte. Ryan tem talento para personagens misteriosos e de carão, o que funcionou bem para a história, mas seu personagem é tão misterioso, que confunde quem assiste, seja na linha do tempo que a história passa – passado e presente, seja com explicações vazias e perigos “banais” que o espião – tão qualificado, se coloca.

Ao ser incriminado por seu superior Danny Carmichael (Regé-Jean Page), Gentry se vê sendo caçado pelas maiores agências de inteligência do mundo, e sua situação piora quando seu mentor e a neta dele são abduzidos por Lloyd Hansen (Chris Evans) e o problema se torna pessoal para Gentry. A presença de Regé-Jean Page na história como Carmichael é quase apática, mesmo sendo ele, o maior responsável pelos problemas que Gentry passa. Outra participação bem aleatória a história, foi Ana de Armas, que apesar de ser a queridinha do momento em Hollywood, fez uma participação sofrível na produção, deixando bem a desejar como a agente Dani, que acaba ajudando Gentry.

Uma cara conhecida e que faz um ponta rápida no longa, é o ator Wagner Moura, que interpreta um contrabandeador e hacker perturbado, que pretende ajudar Gentry, mas acaba prendendo-o para entregá-lo a Lloyd.

Wagner Moura fazendo ponta na produção

Mas quem rouba a cena sem dúvidas é Chris Evans no papel de vilão sociopata, e vê-lo dessa forma é quase engraçado após anos vivendo mocinhos e heróis. Seu vilão é ácido, inconsequente, um pouco atrapalhado, mas não passa medo, talvez pela imagem que o ator teve na última década, que levará tempo para se diluir.

Entre tantas caras conhecidas e potenciais a história, a narrativa fica patinando e chega ao final de supetão, um pouco decepcionante, na verdade. Gentry consegue derrotar alguns dos maiores mercenários e agentes do mundo, chegar até seu mentor – que morre durante o resgate, luta até o fim contra Lloyd e consegue sobreviver, mesmo ficando brutalmente ferido, devido a luta, e garante a segurança e resgate da neta de seu falecido mentor, com a ajuda de Dani e de outra agente.

Cena do longa com Chris Evans antagonizando Ryan Gosling

O longa precisa encontrar um tom próprio se pretende ter continuações e produções derivadas, porque no formato que lançou, soa como mais do mesmo, porém mais caro de se produzir e com algumas caras novas.

A curiosidade e expectativa com certeza influenciaram o top 5 global das produções mais assistidas na Netflix no mundo todo para esse longa, mas apenas um melhor desenvolvimento e amarração de fatos vai garantir o sucesso da produção como franquia.

Nota 06.

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