18 de julho de 2022

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Crítica | Boo Bitch é cômica e bagunçada

3 min read

Um dos lançamentos recentes da Netflix, Boo Bitch traz de volta umas das atrizes mais queridinhas da plataforma, Lana Condor, protagonizando um dramédia adolescente improvável e esquisito.

Dividido em 8 episódios, a série é uma produção de analogias e clichês ambulantes. Erika Vu (Lana) é uma jovem promissora, que passou todo ensino médio “invisível” ao lado de sua melhor amiga Gia (Zoe Colletti), até chegarem no último ano e decidirem fazer as coisas de maneira diferente.

Ao deixarem sua primeira festa estudantil, a dupla vivencia uma situação incomum e acordam em casa, sem muita explicação, para logo descobrirem que foram atropeladas por um veículo e o corpo de uma delas ficou preso, morto, debaixo de um cervo. Sim, a narrativa é absurda a esse ponto, e mesmo esse sendo um furo dos mais gigantes na história, a maneira que elas lidam com isso transforma a produção em algo engraçado. Ao reconhecerem o sapato da vítima, a dupla conclui tratar-se do corpo de Erika e a partir dai a confusão se instala. Erika percebe que mesmo como “fantasma” consegue se comunicar e viver com todos os sentimentos de um ser humano vivo e passa a maior parte da série tentando descobrir o que a impede de seguir em frente, ao mesmo tempo que decide tirar o melhor de sua pós vida e fazer tudo que sempre quis e nunca teve coragem.

Como todo clichê adolescente, a jovem tímida e invisível resolve dar a volta por cima, mas não apenas com mudança de visual e muito mais com atitudes e nesse ponto, apesar de óbvio, a mensagem é curiosa e funciona de maneira interessante. O de viver intensamente os momentos, assumir riscos e ir atrás do que almeja sem se importar com o que os outros vão pensar. Porém como todo excesso traz alguma falta, Erika começa a se afastar de si mesma com seus excessos “de realeza”, e até mesmo de seu grande crush, Jake C. (Mason Versaw), que demonstra gostar da garota, porém se afasta com mudanças radicais nas atitudes da mesma.

Mas o plot twist não tão surpreendente assim acontece quando nos episódios finais, Erika descobre que Gia havia mentido a ela desde o começo, e Gia na verdade é a pessoa que morreu no acidente. Para qualquer telespectador mais atento essa revelação não é tão bombástica assim, e fica claro nos detalhes do enredo de que se trata de uma confusão e a garota entendeu tudo errado. Apesar da série se recusar em lidar com a gravidade da morte inesperada, a ausência da garota falecida e das consequências de um corpo se deteriorando a beira da estrada, ela consegue trazer um quê de diversão, sem nenhum arrependimento e lida com o sobrenatural de forma nada assustadora.

A série termina de maneira bem clichê, com Erika redescobrindo o que mais vale em sua vida e na tentativa de ajudar sua melhor amiga a seguir em frente e concluir o que a prende à Terra, a jovem encara seus erros e se redime com todos a sua volta. Dessa forma, a temporada de Boo Bitch se conclui, podendo ter sido apenas um filme e não mais uma produção mirabolante que corre o risco de ter outras temporadas e se perder em mais absurdos.

Nota 04.

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