23 de dezembro de 2021

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Crítica | A Última Noite decepciona com crítica rasa sobre interferências humanas no planeta

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A mediocridade é o pior lugar onde uma produção pode chegar. As escolhas de uma produção definem o seu caminho e, antes de ser vislumbrado pelo público, expectativas são criadas. O problema está quando essas promessas não são cumpridas. Este é o caso de A Última Noite, a comédia satírica sobre o fim do mundo no Natal, que chega aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (23).

Silent Night (título original) traz uma proposta interessante sobre as mudanças climáticas. A ideia de fazer essa discussão através de uma sátira é inteligente, mas muito mal aproveitada. A narrativa criada pela diretora e roteirista Camille Griffin se perde em sua própria discussão e não leva o espectador a lugar nenhum no final da sessão.

Prestes a vivenciarem a destruição iminente de uma tempestade que se aproxima com a promessa de acabar com toda as formas de vida do planeta, o casal Nell (Keira Knightley) e Simon (Matthew Goode) reúne seus amigos mais próximos e junto aos filhos celebraram o Natal em sua propriedade no interior da Inglaterra. A última noite tem alegria, presentes, Prosecco e uma única certeza: não haverá amanhã.

Tudo no longa acaba se mostrando raso. Não existe um aprofundamento no que a proposta da produção quer mostrar. O que há é apenas um emaranhado de subtramas que até tem coerência, mas se perdem diante do objetivo principal. Quando as luzes acendem, o espectador sai das salas de cinema com uma sensação de perda de tempo e frustração por conta do final de A Última Noite.

Além disso, o descontentamento com o filme se torna ainda maior quando se pensa no elenco. As escolhas de atuações são certeiras. Mesmo com os evidentes problemas de produção, cada ator e atriz foi perfeitamente escolhido. A questão é que eles estavam fadados a cair numa armadilha vaga e sem sentido. O que é uma pena porque Keira Knightley, Matthew Goode e Roman Griffin Davis estão incríveis em suas performances – dentro do que é possível com os problemas do roteiro.

O amargor que a sessão deixa no público é indiscutível. Infelizmente, o longa fala sobre as questões climáticas, cita causas sociais, levanta pontos importantes sobre problemas sociais, mas tudo isso não passa de palavras vazias. O discurso é amplo, mas raso. Os personagens apenas vomitam conceitos, ideais e figuras importantes no que tange o desastre ecológico e social que a humanidade vive – em especial quando pensamos na pandemia da covid-19. O sentimento final é de decepção por algo que tinha tudo para ser brilhante, mas termina com a mediocridade de um roteiro preguiçoso.

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