31 de março de 2022

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Crítica | Snowpiercer tem um terceiro ano tão sem rumo quanto seu trem

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A terceira temporada da série Snowpiercer – O Expresso do Amanhã, chegou ao fim. Exibida no Brasil pela Netflix, a série entregou mais 10 episódios nesse novo ano.

Com uma narrativa forçada, tirando leite de pedra, a temporada começou confusa, ao trazer um novo estilo de enredo e uma repaginação no modo de retratar o caos organizado do trem e seus 1029 vagões. E terminou do mesmo modo que começou. Se por um lado a série se arrisca com uma história de esperança e novo futuro à todos, por outro, a forma de contar deixa uma sensação de impaciência, absurdo e exagero para quem assiste.

 

Com o desaparecimento de Melanie (Jennifer Connelly), todos que a dão como morta e sentem sua falta, sofrem para seguir em frente e Layton (Daveed Diggs), antes tão coerente, político e justo, abraça mentiras, artimanhas e até ameaças para manter o controle do trem. E o nascimento de sua filha com Zarah só aumenta esse descontrole do personagem.

As disputas entre Layton e Wilford (Sean Beam) não cessam, mesmo quando Layton consegue deter e isolar seu antagonista, os aliados dele seguem determinados em libertá-lo. E isso carrega a maior parte dos episódios. Apenas na reta final que a história volta a ganhar uma perspectiva aceitável, quando Melanie consegue retornar ao trem, de maneira muito engenhosa e absurda. Sua chegada desperta muita esperança em todos, porém logo o clima se torna tenso, quando ela discorda de Layton, quanto ao destino do trem. Nesse ponto, já no episódio final, as coisas acontecem bem rápido e até um pouco bagunçado: Melanie cogita apelar a Wilford para conseguir o controle do trem, contra Layton e acaba contando a todos os tripulantes a verdade sobre o novo Édem — a tão prometida nova terra visionada por Layton.

Mas com um último plot twist, Wilford, é enganado por ambos e retirado a força do trem. A partir disso, Melanie e Layton entram em acordo sobre a divisão do trem, deixando a cada indivíduo a escolha de quem seguir. Na cena final da temporada, vemos Layton chegando ao chifre africano e saindo do trem pela primeira vez, em uma zona quente de terra, enquanto Melanie segue seu rumo no trem remanescente.

De fato, a história que poderia ter sido concluída na temporada anterior, perdura nas expectativas de melhoria. Se antes, a antropologia mostrada era atraente, hoje o foco se perdeu e levou a série a um patamar muito batido, de série do fim do mundo, com seus sobreviventes em busca de uma nova terra, algo muito parecido com outras produções, como The 100 e até mesmo um pouco de Lost.

Ainda assim, a série vai ganhar uma quarta temporada, já confirmada pela TNT – sua produtora, com outro showrunner e com novas adições ao elenco, incluindo o Clark Gregg — conhecido pelo seu papel como Agente Coulson, em Agents of Shield e no UCM. Resta esperar e ver se a série conseguirá se redimir de suas falhas e erros nessa nova tentativa.

Nota 04 para a terceira temporada.

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