24 de janeiro de 2022

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Crítica | Tratamento de Realeza: nova produção da Netflix é mais do mesmo e ainda assim, imperdível!

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Aos fãs de comédia romântica, o novo lançamento da Netflix é a pedida ideal. Tratamento de Realeza é todo o clichê que tanto gostamos: despretensioso, meigo, divertido e previsível.

Com a nova geração de atores juvenis roubando a cena nos filmes e séries atualmente, essa produção não seria diferente. Laura Marano (O Date Perfeito) interpreta a cabeleireira italiana Isabelle, que vive com sua família e amigos em Nova York e sobrevivem de seu pequeno salão de beleza. Já Mena Massoud (Alladin) vive o príncipe Thomas, visitando a cidade e tentando fugir de seus súditos bajuladores. E essa combinação não poderia ter sido mais certeira, a dupla protagonista tem química e fluidez na tela, o que agrega positivamente para a produção.

O enredo simples acerta ao fazer apenas o básico e destacar o óbvio, repetindo a fórmula de outros sucessos do gênero, como Amor a Segunda Vista (2002) e O Diário da Princesa (2001).

Contos de Fadas moderno (com SPOILERS)

Após ser contratada para contar o cabelo do príncipe Thomas, Isabelle acabe se aproximando dele e mostrando um pouco de sua realidade e mundo. Com a boa relação, a cabeleireira é convidada – junto com suas colegas de profissão, a viajarem até o reino do príncipe para fazer a produção dele e de sua noiva, para seu casamento.

O filme demonstra muito o senso de justiça e comunidade da personagem, que prefere interagir com os “empregados” reais e conhecer as partes excluídas do reino. E como esperado, esse comportamento chama a atenção do príncipe que se encanta cada dia mais com a moça, mesmo com o casamento arranjado marcado, para infelicidade de todas as partes envolvidas – Isabelle, Thomas e a noiva, que também não quer se casar.

Clichês a parte, o filme é uma mistura de mensagens, de buscas existenciais dos personagens juvenis, que vivem mais para seguir os sonhos de seus pais do que os próprios. Trazendo uma mensagem interessante a quem assiste e uma percepção diferente para quem a muito, acompanha as produções do gênero. Apesar do final clichê, onde os protagonistas ficam juntos e declaram-se um ao outro, o filme não perde tempo em tratar isso como a única felicidade deles, mas sim no fato, de cada um conseguir alcançar seus objetivos individualmente, confirmando essa nova tendência de que ter alguém não é para se sentir completo e sim, somar as escolhas e vida que cada indivíduo tem.

O filme ainda nos presenteia com algumas imagens incríveis dos subúrbios novaiorquino e também das paisagens naturais, onde filmaram o fictício reino de Lavania, na Nova Zelandia.

Se a dona Netflix esta ampliando sutilmente seu universo real e de contos de fada, esse filme acrescentou mais uma ponta do que podemos desejar e até esperar. Em momentos pontuais do filme, é mencionado a proximidade do reino com outro reino famoso da plataforma – Aldovia (da franquia O Príncipe do Natal) e também menções a Genovia (do clássico Diário da Princesa). Será que podemos aguardar algum crossover por ai?

O filme poderia ser considerado ruim por muitos, mas pela simplicidade e obviedade explícita, conseguiu se sustentar até o fim decentemente, nota 07.

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