19 de maio de 2022

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Crítica | Halo: Último episódio finaliza a temporada em seu auge

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Se vocês ainda não viram essa série, não sabem o que estão perdendo. Paramount+ conseguiu entregar uma das melhores séries de ação, ficção, drama e sci-fi do ano, e isso só mostra que ela está vindo com tudo em suas produções originais, basta saber se ela tem competência suficiente para manter esse auge.

Agora sobre o último episódio, podemos constatar que a produção teve o cuidado e o trabalho para entregar um final de temporada de alto nível, dando aos fãs um verdadeiro combate no estilo “Halo”. O que me deixou feliz em ver esse capítulo, foi o visual dos Covenants, sendo bem fiéis aos jogos, mostrando os principais alienígenas da guerra, e claro, tivemos a revanche entre John e o Brutus que tinha tirado o artefato das mãos do Chief no 4º episódio.

A batalha foi intensa, mostrando que apenas Spartans estavam prontos para aquele tipo de embate, mas não foi só tiroteio e porradaria que o último episódio trouxe. Com um drama em desenvolvimento desde o primeiro, a situação da Dra. Halsey era precária, já que todo o seu trabalho tinha sido confiscado e dado para sua filha, ainda mais agora que ela acabou traindo toda a confiança da UNSC e de seus Spartans, os únicos que ainda ela poderia confiar. Ela foi capturada e presa, mas no fim não passava de um clone, deixando ela livre, leve e solta por aí para continuar com seus trabalhos e pesquisas.

O mais incrível dessa personagem é que a trama toda em volta dela é incrivelmente bem arquitetada e organizada dentro dos episódios. Sem deixar brechas, ela consegue te colocar tão dentro da história que você acaba tendo empatia com a personagem, mesmo ela sendo imoral e fria. E convenhamos, o trabalho que Natascha McElhone fez interpretando essa personagem foi algo surreal, fantástico, posso dizer que ela merece um prêmio por todo seu empenho colocado na produção.

Já nosso protagonista teve o maior destaque, claro. Com seu esquadrão “Silver Team”, eles foram para o planeta Covenant para recuperar os artefatos, e podemos dizer que foi muito bom ver eles lutarem contra os alienígenas e mostrar todo aquele espetáculo de efeitos visuais e práticos.

Mas o que não esperávamos era o que viria a acontecer durante essa batalha. Makee acabou se conectando novamente ao artefato para salvar John da batalha que estava ficando tensa para os “Silver Team”, levando eles dois para o anel Halo novamente, lá eles discutem que ali eles estariam livres para ser quem eles queriam, mas eles acabam sendo interrompido por algo que foi o mais inacreditável do episódio, algo que deixou todos de boca aberta.

Makee acaba levando um tiro a matando, tirando ambos da ilusão, John acaba vendo toda a situação que tinha gerado envolto de seu time e do artefato a sua frente, então ele conclui junto a Cortona que ela deveria assumir o comando de seu corpo e finalizar a missão, salvando todos ali e levando os artefatos embora.

A questão que fica aqui é, como a produção conseguiu colocar uma personagem tão interessante e do nada ela é morta, encerrando toda uma história que estava sendo produzida. Enfim, essa parte me deixou um pouco frustrado, queria mais da personagem, mas parece que não é o caso.

Tanto Pablo Schreiber quanto Charlie Murphy, tiveram todo um clima e um enredo construído envolto deles, que fez com que o público aceitasse e gostasse do que vinha pela frente, mas infelizmente eles preferiram cortar isso pela raiz, matando a personagem da atriz, que na minha humilde opinião estava fantástica no papel.

Bem, no geral tivemos uma temporada que começou mal, mas que reagiu muito bem e entregou um final excelente e promissor para a próxima temporada, que ao que tudo indica, no próximo ano por volta dessa época teremos a segunda temporada, já que as produções começaram em junho com término em Setembro, ou seja, não esperaremos tanto assim.

A série em si foi um dos maiores sucessos da Paramount, fazendo com que possíveis produções referentes a franquia fiquem em aberto. O próprio Pablo já falou que vem muita coisa por aí, além da segunda temporada confirmada.

Um outro ponto que gostaria de colocar é a questão da adaptação de jogos em live-action. Algo que é sempre criticado por parte dos fãs das obras originais, uma vez que as produções quase sempre apresentam um material desrespeitoso e de baixa qualidade, deixando aquele desgosto profundo. Mas enfim tivemos uma ótima série e que respeitou, de alguma forma, toda a franquia Halo — apesar do lance do capacete do Master Chief, esse foi um erro que não será tão cedo esquecido, mas fora isso, Halo mostrou que uma boa produção baseada em jogos pode sim ser muito bem feita.

Nota: 9,5 para o episódio.

Nota: 9 para a série inteira.

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