6 de julho de 2022

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Crítica | Stranger Things 4 consagra a série como um marco

4 min read

Com a chegada da parte final da 4ª temporada de Stranger Things no dia 1º de julho, a série se consolidou como um sucesso absoluto da Netflix e entregou 4 horas de tirar o fôlego nos dois últimos episódios lançados.

Como já havíamos mencionado no post da primeira parte, lançada no mês anterior, os episódios iniciais foram violentos, carregados de emoções e conflitos, deixando muitas pontas soltas e perguntas a serem respondidas.

Com o lançamento dessa parte final, esperava-se que a série tomasse um rumo mais definitivo, e que muitas expectativas fossem cumpridas. De fato, muita coisa positiva foi entregue e o saldo para o grande público foi bem positivo. Mesmo assim, a momentos que geraram questionamentos sobre as reais intenções dos Irmãos Duffer – criadores da série, em cumprirem o que falam.

Reta final – entre acertos e tropeços (SPOILERS A SEGUIR)

A conclusão da história de Onze com seu Papa foi decepcionante, com ele abatido pelo exército e libertando-a no seu “último suspiro”. Tratando-se dessa série, não surpreenderia se o cara ainda aparecesse vivo na próxima temporada, mas com a cena superficial e sem graça em que os dois se “despediram”, soou como um desperdício de força entre as partes. Assim como todo o núcleo adulto mostrou sua potencial para descarte, com cenas desconexas e atitudes absurdas e irrelevantes, mesmo que durante seus diálogos suas intenções tenham sido sempre em “ajudar as crianças”. Para não mencionar a cena de Hopper com a espada, uma menção a possível momento clássico do jogo de tabuleiro, talvez, mas totalmente sem sentido para a narrativa criada até ali.

Como nem tudo se perde, o melhor da série foi sem dúvidas suas novas adições, em especial o rebelde, Eddie (Joseph Quinn), que após já ter roubado a cena na primeira parte, ficou eternizado como mais um personagem breve e queridíssimo dos fãs, com seu jeito peculiar e o solo de guitarra impecável tocado no ápice de grandes decisões de todos os núcleos. A quem diga que até esse momento excelente, teria se tornado perfeito, se o solo fosse o único destaque da cena e não dividisse tela com os demais núcleos. Porém todas as escolhas musicais dessa temporada foram quase que de maneira unânime, perfeitas.

Eddie Munson personagem de Joseph Quinn na série

Curiosamente, todo o arco do personagem Eddie e seu clube de RPG, HellFire, foi baseado em um caso do “trio de West Memphis“, dos anos 80, conhecido como a década do “pânico satânico” nos EUA. Apesar disso, quem acompanhou a série viu que o personagem tinha casca grossa, mas deu sua vida para proteger e ajudar seus amigos, que estavam batalhando por suas vidas e por Hawkins, para enfraquecer e tentar derrotar Vecna. Esses momentos com certeza carregaram boa parte dessa reta final e compensaram o tempo de tela.

As cenas finais de Onze no deserto do outro lado do estado, de certa forma mantiveram o padrão que a série já tinha demonstrado, mas dessa vez o tom passou de razoável para apelativo em alguns momentos, em principal com a cena final onde a protagonista aparentemente “ressuscita” Max, que termina a temporada toda engessada e em coma. Os momentos de tensão de Vecna ficaram rasos nessa parte final – se comparados com a primeira parte, e o embate entre ele e Onze foi fraco e muito rápido, apesar de toda tensão que a história tinha criado ao redor disso. O apelo ao amor e sentimentalismo para fortalecer Onze caiu bem para o enredo que a série como um todo tem, mais sem dúvidas, deixou muitas pessoas de nariz torcido.

O que esperar da 5ª e última temporada?

Vecna completou a parte principal do seu plano com a breve morte de Max, causando o pânico e destruindo partes da cidade de Hawkins e desaparecendo antes que conseguissem destruí-lo completamente, deixando seu arco em aberto para o próximo ano. Com pais e filhos finalmente reunidos, foi impossível não chorar com os encontros e despedidas – Eddie!!

Além de estabelecer novas prioridades e potenciais para terminar de uma vez por todas a história dos agora não tão pequenos amigos excluídos de Hawkins, e quem sabe dar um desfecho melhor e merecido para o Will, que não só passou apagado a temporada toda, como sua melancolia destoou completamente com tudo que foi contado.

Por toda essas idas e vindas, altos e baixos, a série deixou de completar um ano “perfeito”, mas foi sim bem satisfatório. Nota 07.

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