15 de setembro de 2022

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Os Anéis de Poder | Tudo que você precisa saber sobre os anãos da Terra-Média

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Assim como os elfos, os anões são outra raça que está presente no vasto universo de O Senhor dos Anéis, e que também traz muitas dúvidas ao público sobre seus costumes, cultura e seus perfis, e essa é uma das perguntas que vamos responder hoje, afinal, quem são essas criaturas pequenas e parrudas? Aqui vamos explicar o básico para um entendimento rápido e bem exposto, se você quiser saber mais e se aprofundar sobre essa raça, sugiro ler os livros, que vão detalhar ainda mais.

Saiba mais:

Os Anéis de Poder | Tudo o que você precisa saber sobre os elfos de Senhor dos Anéis

Os anões foram criados por Tolkien?

J. R. R. Tolkien

Mais uma vez essa pergunta vem sendo feita por muita gente, e assim como os elfos, a resposta é não. Seguindo o mesmo método que ele usou para a criação dos orelhudos, os anões também foram baseados em mitos pagãos nórdicos, dentro da cultura germânica e entre outras, contado nos seus folclores e escritos, como visto nas obras dos Irmãos Grimm.

No inicio eles seriam malignos, tendo uma visão mais de seres que ajudariam na expansão do mal, mas acabou mudando com o lançamento da obra O Hobbit, onde é contado que eles são apenas grandes guerreiros e mineradores em suas profundas montanhas, onde eles tiram sua riqueza.

Vale ressaltar que Tolkien em todas as suas criações, sendo elas suas ou de segmento de outras, ele sempre quis colocar o seu toque pessoal nelas, os transformando em seres essenciais para o mundo que ele estava criando. Seres baixos e parrudos, com barbas vastas e nariz grande, fortes e teimosos, mas principalmente, habilidosos em mineração, marcenaria e outras que dependesse de suas mãos.

Concluindo essa parte, podemos dizer que Tolkien teve inspirações das mais variáveis culturas que ele acabou se deparando em vida, fazendo uma repaginação de certos elementos para poder criar seu universo que é tão amado ao redor do planeta.

A Origem dos Anões

Diferentes dos elfos que foram criados por Eru, os anões tiveram uma criação bem diferente e um tanto interessante, já que foi o Valar Aulë, o Ferreiro, em segredo, teve a ideia de fazer algo como seu pai estava fazendo, criando seus próprios filhos direto da terra e das pedras, os esculpindo a sua imagem, se assim podemos dizer, e dando o sopro da vida quando chegado a hora.

Eles foram criados durante os Anos das Árvores, quanto toda a Terra-Média estava passando por um momento de crise, com a guerra entre os elfos e Melkor (Morgoth), o Valar das Trevas. A ideia inicial, e que se estabeleceu com o passar das Eras, era que eles seguissem os ofícios de seu pai, além de serem uma raça resoluta, rígida e teimosa, capaz de resistir ao Senhor do Escuro da época, e de outras escuridões que poderiam vir ao decorrer dos anos.

No início sete patriarcas surgiram, seguindo em frente para seguir seus caminhos e criar suas próprias histórias. Aulë os ensinou uma língua própria para eles se comunicarem, e os chamava de Khazad, dando a eles tudo que fosse necessário. Mas antes disso tudo, seu pai Ilúvitar, sabia que ele tinha os criados, e após ambos discutirem sobre eles, Aulë ergueu seu martelo para destruí-los, mas Ilúvitar o impediu e santificou os anões, mas eles não poderiam ser acordados antes dos elfos.

E assim aconteceu, após algum tempo os elfos despertarem em Cuiviénen, os Sete Pais dos Anões foram liberados de suas câmaras de pedra, e dentre eles, o mais velho se chamava Durin, que vagou pelas vastas planícies, florestas, rios e montanhas, até encontrar um local onde ele o chamou de lar, assim fundando a cidade de Khazad-dûm (a mesma que aparece na série), localizada nas cavernas naturais sob três picos, Caradhras, Celebdil e Fanuidhol, conhecidas também em Khuzdul (língua dos anões) como Baranzinbar, Zirakzigil e Bundushathur. Nessa cidade eles cresceram e prosperavam, com suas vastas Barbas-Longas, como eram chamados, ou o Povo de Durin, e era um refúgio para todos os anões que precisavam descansar e ficar em paz.

Um detalhe em respeito a Durin, é que ele conseguiu viver por tantos anos, que seu povo o chamava de Durin, o Imortal. Sendo o mais velho dos sete, e o primeiro a despertar no Monte Gundabad, ele envelheceu lentamente, durando mais tempo que todos os outros. Como foi dito, foram sete aqueles que despertaram:

  • Durin;
  • Thelór;
  • Drúin;
  • Bárvor;
  • Barin;
  • Múar;
  • Azaghâl.

Primeira Era

Thingol e os anões.

A oeste de Khazad-dûm, as grandes cidades dos anões de Belegost e Nogrod foram fundadas em Ered Luin, ou Montanhas Azuis, durante a Primeira Era, antes até mesmo da chegada dos elfos em Beleriand (parte da Terra-Média que afundou após a Guerra da Ira).

Os anões em Belegost foram os primeiros a negociar armamentos com os Sindar, além de esculpir as Mil Cavernas de Menegroth para o Rei elfo Thingol, que os via como grandes amigos. Já em Nogrod, o ferreiro Telchar forjou Narsil e Angrist, duas das armas mais fatais da história de Arda, assim como o famoso elmo de Hador de Dor-Lómin.

Ambas as duas cidades lutaram nas guerras, mas apenas os anões que viviam em Beleriand foram a frente de batalha com seus amigos elfos, lutando contra as forças de Melkor até o fim. Os de Belegost, também lutaram, mas sua resistência era contra os dragões e seu fogo, na Batalha das Lágrimas Incontáveis, quando o Rei Azaghâl, que morreu na luta, esfaqueou Glaurung, o primeiro Dragão.

Já os anões que vivam em Nogrod, que também tinham problemas com Melkor, acabaram fazendo algo impensável, onde mataram Thingol por ganância, tudo para roubar a Silmaril que foram acusados de definir para o colar conhecido como Nauglamír, além de trazer uma grande discórdia com seus aliados.

Segunda Era

Imagem retirada da série Anéis de Poder: Khazad-dûm, reino dos anões

Após o fim da Guerra da Ira, quando Beleriand afundou, refugiados das cidades de Belegost e Nogrod se juntaram à população de Khazad-dûm, a única fortaleza anã sobrevivente da Primeira Era. Durante esse período, o povo de criado por Aulë viveu de certa forma pacificamente com os outros povos livres, aumentando ainda mais seus salões, suas riquezas e principalmente, aumentando em números seu povo.

Sua riqueza era gigantesca, já que essas cavernas tinham rios de veias de ouro e prata em abundância, apesar de trabalharem mais com ferro e cobre, que eram o principal recurso para suas construções no geral. Durante suas escavações eles encontraram o Mithril, um metal mágico e extremamente valioso encontrado apenas em suas minas.

Eles acabaram tendo uma reconciliação com os elfos, após aquele desentendimento com a morte de Thingol, feito pelos os anões de Nogrod, assim, abrindo novamente as fronteiras e negociando com os seus vizinhos homens e elfos de Eregion, onde tinham uma amizade com Celebrimbor, o Ferreiro Élfico.

E por falar em Celebrimbor, no ano de 1500 da Segunda Era, sete dos Anéis de Poder forjados, foram entregues para os anões, dados por Annatar (Sauron disfarçado), como presente, mal sabiam eles que esses artefatos eram para corrompê-los e os traze-los para o seu lado. Mas, ele acabou tendo uma surpresa, já que os anões eram incorruptíveis, por causa de sua resiliência e teimosia.

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Khazad-dûm ficou conhecida também como Moria, pois quando os anões ao lado de seus aliados lutavam na guerra contra Sauron, eles acabaram se recolhendo cada vez mais para dentro de suas minas, chegando no ano de 1967 dessa era, lacrando as entradas da cidade, não se envolvendo e nem se aventurando no lá fora. Nesse momento em diante ela ficou conhecida por esse nome, dado pelos elfos e que tinha como significado “Abismo Escuro”.

Vale ressaltar que essa é a era que estamos tendo a série Anéis de Poder da Amazon Prime.

Terceira Era

O Hobbit: Uma Jornada Inesperada (2012)

Sendo a era mais movimentada dos anões, durante esse período eles continuaram a prosperar em Moria até o ano de 1980, quando, por um deslize e sua ganância desenfreada por Mithril, acabaram cavando muito além das profundezas, onde perfuraram uma câmara, onde continha o último Balrog, chamado de Veneno de Durin. Lá eles lutaram contra o demônio de fogo por um ano, e os que sobreviveram fugiram dali, e ficaram sem lar por duas décadas, os deixando órfãos em terras desconhecidas.

Em 1999, Thráin I acabou encontrando um novo lugar, um novo reino para se chamar de lar, ele fundou Erebor, na Montanha Solitária, que vivia em grande abundância e riquezas, além de ter a joia do rei, a Pedra Arken (a mesma das histórias de O Hobbit). Já em 2210, séculos depois, Thorin fundou um reino nas Montanhas Cinzentas ao norte da Floresta das Trevas, juntando ambos os reinos como as joias da coroa, e trazendo um novo rumo para a linhagem e a recuperação de seu povo.

Mas muitos séculos depois, em 2590, uma horda de dragões acabaram colocando o reino abaixo e transformado em cinzas, e cerca de 180 anos depois, no ano de 2770 um incrível mal envolto em chamas e vindo dos céus, acabou destruindo tudo ao seu redor, esse mal era um dragão chamado Smaug.

Eles acabaram se refugiando nas Colinas de Ferro, onde um dos únicos reinos anões que nunca havia sido abandonado ou tomado, mas mesmo assim, muitos do povo, acabaram se tornando errantes, vivendo por migalhas em cidades humanas, para poder viver. Mas tudo isso iria mudar quando Thrór, o rei de Erebor, foi capturado pelos orcs 20 anos depois da queda de seu reino para o dragão, onde seu corpo foi mutilado e exposto para os outros verem. Nesse momento, os anões se reergueram os levando a Guerra dos Anões e Orcs, em que quase todas as hordas das trevas das Montanhas Sombrias foram exterminados, mas a um preço, onde metade dos exércitos dos anões também havia caído, um golpe que acabou atrasando ainda mais para que eles se recuperassem como um força na Terra-Média.

No ano de 2941, Thorin II, Escudo de Carvalho, filho de Thráin II e neto de Thrór, voltou para Erebor e lutou contra Smaug, que acabou sendo morto por Bard, o futuro rei do povo do Vale. Mas ainda não tinha acabado, após isso, a Batalha dos Cinco Exércitos se iniciou, quando goblins tentaram invadir e conquistar a Montanha. Porém, uma união entre homens do Vale, os elfos da Floresta das Trevas, as Águias, os anões das Colinas de Ferro e claro, a companhia de Thorin, afugentaram e derrotaram o exército invasor, mas por um preço, o próprio Escudo de Carvalho havia morrido na batalha, assim, Dáin II, Pé de Ferro, seu primo, acabou ficando como rei dos anões, por já ser o senhor das colinas, e dando um novo espírito para aquelas terras, que nunca mais foi abandonada.

O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel (2001)

Durante a Guerra do Anel, a Montanha Solitária e seus exércitos não fizeram parte da campanha principal, mas foram cercadas pelos exércitos de Sauron, onde Dáin acaba sendo morto, mas ainda sim ela ficou de pé. Já Gimli, filho de Glóin, acabou entrando para a Sociedade do Anel, e fazendo parte da principal história que definiria o rumo da Terra-Média para sempre, como todos nós sabemos.

Quarta Era

Pouco se sabe sobre essa era, já que ela é inacabada, mas o que se sabe é que Gimli liderou um grupo de colonos da Montanha Solitária, para as Cavernas Cintilantes em Rohan, onde estabeleceu um outro reino anão e governou por mais de um século.

Imagem retirada do filme O Senhor dos Anéis: As Duas Torres (2002): Gimli e Légolas na Batalha do Abismo de Helm, durante a Guerra do Anel na terceira Era.

Após a morte de Aragorn no ano de 120 da Quarta Era, navegou para as Terras Imortais com Legolas, sendo o único anão a pisar em Valinor. Após isso, a população de anões começou a diminuir, isso porque a maior parte dos membros não queriam ter esposas, ou não poderiam encontrar uma que eles desejavam, não ajudando a manter a força e continuidade deles na Terra-Média, mas isso não há como saber exatamente, já que essa era não foi terminada, os contos desse povo acabaram ficando perdidos e sem conclusão, se tornando um grande mistério dentro da obra.

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