2 de agosto de 2022

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O Senhor dos Anéis | Conheça algumas criaturas da Terra Média

24 min read

Faltando um mês para o lançamento da série O Senhor dos Anéis: Anéis de Poder, que chega ao Prime Video no dia 2 de setembro, muita gente procura saber mais e mais sobre a obra, e hoje, decidimos trazer para vocês um pouco sobre as criaturas que habitam e habitaram a Terra-média.

Vale ressaltar também que, possivelmente a produção mostrará criaturas novas e exclusivas, que podem não constar aqui, isso porque, J.R.R. Tolkien tinha deixado claro, em muitas de suas cartas, que ainda não conseguiu terminar diversas áreas de seu mundo, e nem seu filho, que deu continuidade a sua obra, teve o tempo hábil de criar mais dessas criaturas. Sabe-se apenas que ele já chegou a comentar que nem ele sabia o que existia nas profundezas do mundo, ou para além das terras exploradas, ou seja, deixou um vazio para que outros em um futuro possam contribuir em criar e expandir esse mundo em um todo.

Bestiário

Nesse artigo vamos colocar em ordem, e ao lado de cada criatura, vamos postar se é ou não canônico, para melhor compreensão de todos, pontuando quando aquele ser é de um jogo, de uma produção cinematográfica ou da obra original, não deixando nada de fora.

Aranhas

Sem dúvidas uma das criaturas mais pavorosas do nosso mundo, tida por diversas pessoas como seres malignos e criaturas horrendas. Quem nunca se deparou com uma teia de aranha no canto de uma sala, de celeiro velho, ou até mesmo em meio as árvores, e pensou “que monstro é esse, quase fui picado!” Pois é, por esse pensamento, Tolkien, apesar de não ter nenhuma aversão contra elas, decidiu colocar em seu mundo para usar como um temor para todos, e claro, isso deu muito certo, já que à duas delas, que acabaram sendo grandes protagonistas em certos pontos da história.

“Mas eu sabia mais ou menos tudo sobre Gollum e seu papel, e sobre Sam, e eu sabia que o caminho era guardado por uma Aranha. E se isso tiver algo a ver comigo sendo picado por uma tarântula quando eu era criança pequena, as pessoas podem pensar o que quiserem (supondo o improvável, que alguém esteja interessado). Só posso dizer que não me lembro de nada sobre o fato e não saberia sobre ele se não tivessem me contado; e mão tenho aversão a aranhas a ponto de entrar em pânico, e não tenho impulsos para matá-las. Geralmente resgato aquelas que encontro na banheira!

As Cartas de J.R.R. Tolkien 163.

Laracna, a Grande

Laracna e Frodo (O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei).

A mais famosa entre as aranhas é a Shelob Laracna, uma aranha grande que vivia nos túneis Cirith Ungol que leva a Mordor. No terceiro filme O Retorno do Rei”, Frodo e Sam, são levados por Gollum por esse caminho, no intuito de que a criatura desse cabo dos pequenos Hobbit. Lá, eles acabam encontrando ela e se aterrorizando pelo que viam, mas no fim, por um ato de coragem de Sam, a grande aranha acaba sendo derrotada e devolvida as entranhas da montanha.

Era muito semelhante a uma aranha, mas maior que as grandes feras caçadoras, e mais terrível que elas por causa do propósito maligno em seus olhos que ele pensava estarem derrotados e vencidos acendiam-se outra vez numa luz cruel, agrupados em sua cabeça protuberante. Tinha grandes chifres, um vasto saco intumescido, balançando e caído por entre as pernas, o tronco era preto, manchado com lívidas, mas a barriga embaixo era clara e luminosa, exalando um cheiro ruim. As pernas erma curvas, com grande juntas nodosas bem acima de suas costas, e tinha pelos espetados com espinhos de aço, e na extremidade de cada perna havia uma garra.

O Senhor dos Anéis – A Toca de Laracna.

A presença dela em Mordor é anterior a de Sauron. Ela é a última cria de um mal ancestral chamado Ungoliant. Muitas das aranhas malignas da Terra-média, incluindo as habitantes da Floresta das Trevas, descendem de Laracna.

Uma outra versão dessa criatura, é no jogo Shadow of War (Sombras da Guerra – 2017). Um jogo onde vemos o protagonista Talion, juntamente com o espírito do famoso elfo forjador Celebrimbor, que tentam destruir Sauron e seu exército, usando um anel forjado por eles para conter os orcs de Mordor e usá-los contra seu senhor do escuro.

Talion/Celebrimbro e Laracna (Shadow of War).

Nessa versão vemos ela em forma humana, como uma bela mulher de cabelos negros e de pele branca feito a neve (não é a Branca de Neve), com mantos negros e rasgados, ela tinha o dom da vidência, podendo mostrar o futuro e orquestrar seus planos conforme sua necessidade, além de claro, poder mostrar o passado das pessoas, se assim for necessário.

Na história ela vivia com Sauron em Mordor, como uma relação de amor e ódio, e quando ela percebeu que ele ia trai-la, usando ela como desculpa de diversos mal que ocorreram nas terras dos homens, ela foi perseguida por guerreiros, e um desses era o Helm Hammerhand, rei de Rohan da época. Após isso, ela se escondeu nos túneis de Cirith Ungol, até que foi descoberta por Talion e Celebrimbor, onde tentou de várias formas seduzir a mente do protagonista para que lhe desse o novo anel.

Apesar de muitos fãs não terem curtido essa versão, muitos outros acharam uma versão interessante e palpável, isso porque, em seus manuscritos onde diz que tanto Laracna quanto sua mãe Ungoliant, eram espíritos das trevas que tomou forma de uma aranha para provocar medo, mas que tem poder em se transmutar em qualquer forma. Claro que, isso não quer dizer que ela simplesmente vai ficar mudando de forma, mas é uma maneira de se interpretar o que foi produzido, fora que esse jogo é uma versão livre e totalmente ilusória de uma guerra que nunca existiu no cânon da obra original.

Ungoliant, a Devoradora de Luz

Ungoliant e Melkor

Ungoliant foi e sempre será a maior e mais temível aranha que já andou pelas terras de Arda, mas ainda sim, pouco se sabe de sua origem. Uma das teorias é que ela se moldou com a sombra do mundo, sendo adequada para uma origem de certa forma sombria. Além disso, ela é mãe de Laracna, e de muitas outras proles que ela teve com o decorrer de seus anos. Seu fim, é tão desconhecido quanto sua origem, muitos acham que ela se definhou nas profundas edificações da Terra-média, outros dizem que ela se tornou tão gigantesca e faminta, que acabou se consumindo, mas o que todos sabem, é que ela simplesmente desapareceu nas sombras.

Em seu inicio, ela era uma sombra gigante que andava pelas terras para consumir a luz que existia, e ali, ela acaba de conhecer Melkor, o senhor Valar das trevas. Ela o odiava, pois não gostava que ninguém a usasse como uma simples ferramenta, e quando ela se deu conta, estava a mercê das vontades dele, e juntos eles destruíram as árvores dos Valar, que radiavam uma luz tão bela quanto qualquer outra, trazendo escuridão e desespero para o reino imortal.

Antes de destruir as árvores, ela foi para o sul, vivendo em uma ravina, ela tomou a forma de uma aranha gigantesca e monstruosa, e lá, ela teceu suas teias negras em fendas das montanhas para absorver de toda a luz que pudesse encontrar, destruindo todo aquele solo com sua escuridão fétida e sem vida.

No fim, sabe-se que ela fugiu para a Terra-média junto de Melkor, e após as batalhas ela foi para o sul de Beleriand para poder viver sua vida como assim desejava.

Logo depois, Ungoliant fugiu do norte e entrou nos domínios do Rei Thingol, e um terror e escuridão estava volta dela; mas pelo poder de Melian, ela se deteve e não entrou em Neldoreth, mas habitou por longo tempo sob a sombra dos precipícios, a partir das quais Dorthonion descia para o sul. E eles se tornaram conhecidos como Ered Gorgoroth, as Montanhas de Terror, e ninguém ousava ir até lá ou ousava passar perto delas; ali, luz e vida eram estranguladas, e ali todas as águas eram envenenadas.

O Silmarillion – Do Obscurecer de Valinor.

Aranhas Gigantes das Florestas das Trevas

Bilbo enfrentando uma aranha nas Florestas das Trevas (O Hobbit).

Apesar de serem chamadas de gigantes, elas não chegam nem perto do tamanho de Laracna, e muito menos de Ungoliant, mas eram grandes o suficiente para provocar o pavor nos povos que habitavam aquelas florestas. Elas geralmente andavam em bandos grandes, traçando suas teias ao longo de um vasto território e causando destruição a tudo que é vida naquela área. Sua escuridão fazia com que elas se proliferassem em grande escala, mantendo um ecossistema apropriado para elas e espalhando para novas fronteiras, se esticando dentro da grande floresta.

Velha aranha gorda no alto a girar!

Velha aranha gorda, não vai me achar!

Aranhuça! Aranhuça!

Fuça que fuça,

Fuça e faz teia sem me enxergar!

 

Velha Tataranha, que só tem banha,

Velha Tataranha procura por mim!

Aranhuça! Aranhuça!

Nessa escaramuça

Não vai me pegar descendo assim!

O Hobbit – Moscas e Aranhas.

Aranhas Pequenas, mas mortais

Com tantas grandes aranhas, algumas pequenas, não mais do que do tamanho de um cachorro de porte médio ou menor, acabaram sendo colocadas para fora de todo o quadro que havia sido pintado na Terra-média, mas, mesmo elas não comparecendo, elas tem seu destaque, como exemplo nos jogos Shadow of Mordor e Shadow of War, onde elas aparecem para atrapalhar o seu caminho em meio as terras sem vidas de Mordor.

Tá vendo as teias? São aranhas. Criaturas nojentas, provavelmente vindas do vale lá do sul.

Apêndice – Shadow of War.

A maioria dos orcs consideram uma aranha sozinha como má sorte e um grupo delas como mau presságio. Eles veem as aranhas como meras pestes, sem perceber que cada aracnídeo pode representar os olhos e ouvidos da velha Laracna. Ao contrário dos ratos, aranhas são meros incômodos, elas não roubam comida o suficiente para que os orcs percebam, e apenas algumas tem mordidas venenosas, há poucos lugares em Mordor que elas não alcançam, tentar erradicá-las seria uma missão impossível.

Vale ressaltar, que existem também aranhas comuns, essas iguais que encontramos em nossas casas, lavouras, cavernas e entre outros lugares por ai a fora.

Águias

As águias são uma das criaturas mais belas da Terra-média, além de serem um dos seres mais antigos, sendo crias de Manwë, o senhor Ainur e líder de todos os Valar. Elas foram criadas e usadas para poder vigiar toda Arda, mas, acabaram se estendendo e lutando em diversas guerras ao lado dos elfos e magos.

Sua primeira aparição nos filmes foi logo no primeiro “A Sociedade do Anel”, onde elas salvam Gandalf do topo da torre de Orthanc, onde estava aprisionado por Saruman. Após isso, elas voltam no final de “O Retorno do Rei”, para salvar Frodo e Sam em meio as pedras da Montanha da Perdição.

Águias não são aves gentis. Algumas são covardes e cruéis. Mas a raça antiga das montanhas do norte era a das maiores de todas as aves; eram orgulhosas e fortes e de coração nobre. Não amavam os gobelins, nem os temiam. Quando chegavam a se dar conta deles (o que era raro, pois não comiam tais criaturas), desciam sobre eles e os empurravam aos gritos de volta a suas  cavernas, e detinham qualquer perversidade que eles estivessem fazendo. Os gobelins odiavam as águias e as temiam, mas não conseguiam alcaçar seus assentos altaneiros ou expulsá-las das montanhas.

O Hobbit – Da Frigideira para o Fogo.

Já na trilogia do Hobbit, no primeiro filme elas apareceram novamente para ajudar Gandalf e a companhia de Thorin Escudo de Carvalho, após serem cercados em um penhasco pelos orcs. Já sua outra aparição foi no final de “A Batalha dos Cinco Exércitos”, para ajudar na batalha contra as forças de Sauron aos pés da Montanha Solitária de Erebor.

Em “O Silmarillion”, havia uma águia chamada Thorondor, que era a maior entre todas já vistas, com uma envergadura de 55 metros. Já nas descrições de outros escritos de Tolkien, existe uma certa variação na natureza e tamanho, mas a sua média é de 30 a 40 metros de envergadura.

Durante as eras, elas se deslocaram entre as montanhas existentes em toda a Terra-média, mas na terceira-era, elas conceberam uma colônia no norte da Montanha Solitária, como descrito em O Hobbit. A maioria deles aninhadas sobre o leste das encostas não muito longe da Montanha da Névoa levando até Rivendell, e portanto, nas imediações da Cidade dos Goblins sob as montanhas.

Balrog

O Balrog é um sobrevivente do Silmarillion e das lendas da Primeira Era, assim como Laracna. Os Bolrogs, dos quais os chicotes eram as principais armas, eram espíritos primervos de fogo destrutivo, principais servos do Poder Escuro primervo da Primeira Era. Suponha-se que todos foram destruídos na queda de Thangorodrim, sua fortaleza no Norte. Mas descobre-se aqui (geralmente há um remanescente, especialmente do mal, de uma era para outra) que um escapara e se refugiara sob as montanhas de Hithaeglin (As montanhas nevoentas). É observável que apenas o Elfo sabe o que é a coisa – e sem dúvida Gandalf.

As Cartas de J.R.R. Tolkien – 144.

Envoltos em fogo e sombra, Balrogs existem desde a Primeira Era de Mordor. São Maiar corrompidos de quando o mundo era jovem. Raramente se aventuram além das fossas subterrâneas que habitam, embora seja possível que anões e goblins que escavarem demais se deparem com usa ira.

Em “A Sociedade do Anel”, durante a passagem por Moria, os heróis acabam se deparando com um desses grandes senhores das chamas, e com o sacrifício de Gandalf, eles conseguiram fugir pela saída da montanha. Agora, já sabemos que ele aparecerá durante a série “Anéis de Poder”.

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Com o poder destrutivo de um dragão e a fúria fervilhante de milhares de anos na escuridão, esses demônios de Melkor, são capazes de arrasar o mundo se tiver a chance. Exércitos inteiros já pereceram contra seus poderes, e até os maiores podem ser derrotados por ele.

Um dos mais famosos entre esse demônios de fogo, é o Senhor dos Balrogs Gothmog, que desferiu o golpe final em Feanor, elfo esse que entrou com o peito aberto nas terras de Melkor de Dor Daedeloth, enfrentando um exército grande de outros Balrogs. Mais tarde ele foi morto por Ecthelion, outro grande elfo da Primeira Era, nos pés das montanhas em volta de Gondolin.

No jogo Shadow of War, Tar-Goroth, volta após ser revivido por Zog, um orc que usa artes místicas das trevas.

Dragões

Dragões são criaturas que quase em todos os contos e mitologias são mencionados, afinal, são os seres mais enigmáticos, interessantes e mágicos. Sabendo disso, Tolkien não tinha como não deixar de lado essas lendas, então criou seus próprios dragões na Terra-média, mas de uma forma diferente.

Os dragões que conhecemos em outras literaturas, são divididos entre o bem e o mal, muitas vezes sendo neutros, porém, na Terra-média, eles são criaturas criadas por Melkor, ou seja, o sangue do mal estava circulando em suas veias, fazendo com que eles se tornassem seres malignos e soberbos.

Ancalagon, o Negro

Então, vendo que suas hostes tinham sido sobrepujados e que seu poder fora dispersado, Morgoth (Melkor) acovardou-se e não ousou ele próprio vir para fora. Mas soltou sobre seus inimigos o último ataque desesperado que preparara, e das fossas de Angband saíram dragões alados, que não tinha visto antes; e tão repentina e ruinosa foi a investida daquela terrível frota que a hoste dos Valar foi rechaçada, pois vinda dos dragões foi com grande trovão, e relâmpago, e uma tempestade de fogo.

Silmarillion – Guerra da Ira.

O maior de todos e o mais temível, foi Ancalagon, o Negro, uma criatura colossal que protegia as montanhas de Angband no final da 1ª Era. Durante a Guerra da Ira, ele explodiu do vulcão Tharangorodrim e aterrorizou a hoste dos Valar, colocando eles em ritmo de recuo, considerando até mesmo o fim da guerra, afinal, quando ele apareceu, as baixas causadas pelo fogo devastador dele, era algo que não tinha como combater. Entretanto, quando se pensava que estava tudo perdido e impossível, Eärendil, o Marinheiro, e Thorondor, a Águia, com seu rebanho chegaram, e lutaram incansavelmente contra ele e outros dragões menores.

Sua morte assim como a queda dos outros dragões, foi pelas mãos de seus inimigos Eärendil e Thorondor, além das águias que os seguiam. A luta entre Ancalagon e Eärendil durou a noite inteira, sendo considerada uma das lutas mais épicas entre todas as guerras, mas quando o dia amanheceu e o sol se levantou no leste, anunciando o fim do gigantesco dragão, o começo do fim da guerra foi profetada, isso porque Ancalagon acaba caindo sobre Tharangorodrim, causando uma vasta destruição, assim como a guerra no seu geral causou, destruindo Beleriand, parte da Terra-média.

Glaurung, Pai de Dragões

Criado em decorrência de uma grande necessidade de impedir os avanços dos Noldor, que eram visivelmente superiores as suas hordas de orcs, Glaurung foi o primeiro dragão entre suas criações, porém, ele mais parecia um grande e enorme lagarto rastejante sem asas, mas, podia cuspir fogo, além de paralisar, apagar sua memória, ou até mandar que alguém fizesse alguma coisa apenas através de seu olhar. Extremamente maligno, ele tinha um espírito que nem mesmo os mais antigos, sabiam como lidar contra tal criatura.

Sendo a criatura mais temível de seu tempo, ele foi uma ponta dos exércitos de Morgoth, tendo como sua missão, proteger as fronteiras Angband, mas, quando saia para lutar, vinha junto de Balrogs e uma horda imensa de orcs para limpar os caminhos que eram mantidos pelos altos elfos de Beleriand, destroçando qualquer esperança tida para conquistar as trevas vindas do norte.

Após muitos anos participando de várias batalhas, Glaurung acaba encontrando o seu fim na ponta de uma espada empunhada por Túrin, que havia montado uma armadilha para emboscar a grande criatura que vinha devastando tudo ao seu caminho.

Smaug, o Dourado

Minha armadura é como dez camadas de escudos, meus dentes são espadas, minhas garras, lanças, o choque da minha cauda é como um raio, minhas asas, como um furacão, e minha respiração a morte.

Smaug era ganancioso, forte e malicioso, tendo um grande amor por ouro, sendo capaz de saber de cada peça que lhe pertencia. Ele tinha uma inteligência e perspicácia invejável, pois sabia como ninguém, persuadir e intimidar de uma maneira que nenhum outro ser tinha capacidade durante seu tempo. Mas, era arrogante com sua própria capacidade física, além de seu ego inflado, que acabou sendo sua ruína. Viveu durante o período da 3ª Era.

Um grande dragão dourado com tons avermelhados, era uma criatura belíssima, tendo por muitos como o dragão mais belo entre todos que já viveram. Sua postura e uma fala bem declarada, fez com que ele se tornasse um dragão astuto e mítico, dando a possibilidade de ser um diplomático entre os aliados e as forças de Sauron, mas isso tudo não passa de baboseiras contadas para aliviar as tensões. Sua principal diplomacia é o fogo e destruição.

Sua primeira aparição foi quando ele decidiu atacar Erebor, destruindo tudo e todos da Montanha Solitária, e tomando para si toda aquela região, que ficou conhecida como “A Desolação de Smaug”. Lá ele ficou por 171 anos, protegendo aquele lugar e tendo pra si como seu reino, até que Thorin II, Escudo de Carvalho, chegou com sua companhia para expulsa-lo.

Por fim, ele vai até o Valle, destruindo tudo ao seu caminho como repreensão da ousadia dos povo juntamente com os anões estavam cometendo em tentar destruí-lo, e quando tudo parecia perdido, o capitão Bard, tira uma flecha negra herdada por sua família, e atira no peito do dragão, onde havia uma falha em suas escamas do lado esquerdo, o matando e derrubando no lago envolto da cidade.

Scatha, o Verme

Pouco se sabe sobre Scatha, mas, ele foi um grande dragão que seguia a sede compulsiva por ouro, sendo que ele conseguiu roubar dos anões. No jogo “O Senhor dos Anéis: Online (2020), a um flashback narrando a história do Fram e dos Éothéd. Nessa história é contada que ele atacou Framsburg e atacou o braço de espada de Frumgar, após o qual Fram jurou vingança e caçou o dragão durante dois anos. Assim, após uma longa caçada ele o encontrou e o matou.

Após anos depois, seu tesouro recuperado, foi objeto de grande disputa entre os homens do Éothéd e os anões daquela região. Fram reprendeu sua reivindicação e envio-lhes os dentes do dragão, com palavras: “Jóias como essas você não encontrará em seus tesouros, pois são difíceis de encontrar.” Por causa desse insulto direto, segundo o que contam por ai, os anões o mataram como recado de sua arrogância.

Pouco se sabe com o que aconteceu com o tesouro em seu total, mas sabe-se que o povo de Fram, reteve pelo menos parte dele, e Eorl o trouxe para o sul, estabelecendo-se em Rohan, criando um reino ainda maior do que se existia. O Chifre da Marca que Éowyn deu a Merry após a Guerra do Anel, acreditasse que veio do tesouro de Scatha, mas isso é apenas rumores e contos.

Dracos, os Terrores Alados de Mordor.

Dracos são tanques velozes com garras e lança-chamas, e quando os Nazgûl finalmente deixarem os orcs voarem neles, vamos ser incontroláveis!

Apêndice – Shadow of War.

Criados nas profundezas de Bara-dûr pelo próprio Sauron, sãs as crias inférteis de dragões e feras caídas. Os Dracos são assassinos voadores que dominam os céus das fronteiras montanhosas de Mordor. Eles atacam de cima, imobilizando suas presas com chamas ardentes e matando-as com uma mordida de suas poderosas mandíbulas antes de lava-las o suficiente para alçar de vez. Sendo necrófagos habilidosos, não hesitam em raspar uma refeição do chão se necessário, mas sempre atentando a presas frescas, assim como as águias gigantes, que às vezes tentam invadir o céu de Mordor.

Sendo criaturas obstinadas, são quase impossível de domar sem magia, embora alguns orcs continuam tentando. Já outros têm o cuidado de não deixar carniça a céu aberto para não atraí-los. Essa criatura é uma versão mais épica dos Nazgûl alados, mostrado nos filmes e nas obras literárias, mas, mesmo assim, é uma forma de ver um ser novo e único, mesmo não sendo canôn.

Os Nazgûl Alados

A grande sombra desceu como uma nuvem, e para surpresa de todos era uma criatura alada. Se era um pássaro, então era maior que todos os outros pássaros, e era nu, sem penas ou plumas, e suas enormes asas eram como membranas de couro entre dedos de garras; e seu corpo fedia. Talvez fosse uma criatura de um mundo mais antigo, cuja espécie, sobrevivendo em montanhas frias e esquecidas sob a lua, perdurara além de seus dias, e em ninhos hediondos criara esta última criatura extemporânea, voltada para o mal. E o Senhor do Escuro a acolhera, alimentando-a com carnes nojentas, até que crescesse além da medida de todos os seres voadores; depois deu-a de presente a seu servidor, para que fosse montaria…

O Retorno do Rei – A Batalha nos Campos de Pelennor.

Na real pouco se sabe sobre essas criaturas, apenas umas poucas descrições que tem nos livros do “O Senhor dos Anéis”. Esses seres são representados como répteis alados, assim como os dragões, então se acredita que eles sejam de certa forma, uma antiga linhagem dos dragões, mas nada tem como confirmar isso.

A cena mais icônica durante o filme O Retorno do Rei”, é quanto Éowyn se lança a frente do Rei Bruxo de Angmar e sua fera alada, para defender Théoden que estava caído, e com um balançar de corpo, consegue desviar da mordida dela, cortando sua cabeça e derrubando o espectro para poder enfrenta-lo de frente.

Eu não pretendia que a montaria do Rei Bruxo fosse o que agora é chamado de ‘pterodactilo’, e frequentemente é desenhado como um, com razoavelmente menos evidências sombrias do que está por trás de muitos monstros da nova fascinante mitologia semi-cientifica da Pré-história. Mas obviamente ele é pterodactilico, e deve muito à nova mitologia, e sua descrição até mesmo provê alguma forma na qual ele possa ser um último sobrevivente de eras geológicas mais antigas.

Carta para Rhona Beare – 14 de Outubro de 1958.

Ents

Isso não é magia, mas um poder muito antigo, um poder que caminhava sobre a Terra antes que elfo cantasse ou martelos ressoassem.

Gandalf.

Conhecidos também como Onodrim (anfitrião da árvore) pelos elfos, são uma raça muito antiga da Terra-média, enviados pelo próprio Eru, para poder espalhar a riqueza da natureza. Logo depois vieram para ajudar nesse trabalho, ensinando esses seres a se comunicarem, segundo Barba-árvore, os elfos os ajudaram os curando de suas estupidez, um presente inesquecível.

Sendo criaturas parecidas com árvores que ao longo de milênios se tornaram cada vez mais parecidas com as árvores que eles pastoreavam. Variando em tamanho, coloração e espécie de árvores, eles ficavam cultivando sementes para que as florestas prosperassem por longos anos.

Os Ents são criaturas muito fortes, apesar de serem totalmente neutros em qualquer tipo de desavenças entre as raças livres da Terra-média, mas se preciso, eles usaram sua força para proteger tudo aquilo que eles defendem. Conforme os relatos de Merry e Pippin: “Seus socos podem amassar ferro como estanho, e podem rasgar rochas sólidas como côdeas de pão”. Na 3ª Era, a Floresta de Fangorn era supostamente a última residência remanescente dos Ents, embora os Huorns ainda morassem em outros lugares, como a Floresta Velha.

Ghûl

Criaturas essas criadas para os jogos, são necrófagos noturnos que andam em bando, estão entre as pestes mais perigosas de todo o vasto território de Mordor. Quando saem em multidões dos montes ou cavernas à noite, dominam os orcs em número, ainda que não sejam uma ameaça individualmente.

Atacando com dentes e garras, alguns poucos deles podem lançar um jorro de ácido tóxico à distância, porém, ao nascer do sol, ou de qualquer outra luz, eles se afastam, assim como criaturas que vivem em escuridão total.

Geralmente eles são um bando onde precisam de uma certa liderança, como um alfa, nesse caso, uma matriarca que geralmente é maior, mais feroz, mais mortal e todas soltam o jorro de ácido tóxico.

Graug

Também criado para os jogos, essas criaturas gigantescas são uma das espécies mais antigas de Mordor. Com escamas encouraçadas e imensa força e fúria. Nativos da região de Núrnem, mas encontrados em outras partes da região. Sendo considerados naturais dos Wargs ou Caragors, além dos Vermes-gigantes da Desolação do Leste. Quando têm fome, eles consomem quase qualquer criatura viva, incluindo homens, elfos, anões e orcs que estiverem por perto.

A uma segunda variação desses monstros gigantescos, onde eles podem soltar jorros de venenos ou chamas, mas isso, segundo os orcs, essas feras são experimentos de uma das tribos de orcs existentes dentro de Mordor, assim, transformando-as em máquinas ainda mais mortais.

Mumakil, os Mûmak de Harad

Para seu assombro, terror e enorme prazer, Sam viu um vulto enorme romper dentre as árvores e vir descendo a encosta. Grande como uma casa, muito maior que uma casa, pareceu-lhe, uma colina móvel.

O medo e a surpresa talvez tenham aumentado seu tamanho aos olhos do hobbit, mas o Mûmak de Harad era realmente um animal enorme, e como aquele não há mais hoje em dia na Terra-média; seu parente que ainda vive no último tempos é apenas uma lembrança de seu tamanho e majestade.

O Senhor dos Anéis – De ervas e coelho cozido.

Esses enormes elefantes, se assim podemos dizer, são representações das grandes feras de combate que eram tão grandes quanto seus parentes atuais. Medindo cerca de 12 a 14 metros de altura, se baseando claro na estrutura que os filmes nos apresentaram, eram criaturas que realmente marcavam sua presença exuberante. de pele cinza e com pernas enormes como árvores, além de suas orelhas enormes e presas gigantes usadas como armas a frente de sua tromba de proporções épicas, criaturas essas que lembram e muito os elefantes africanos.

Tom Bombadil em suas poesias aos longos dos anos, descreve elas como Olifantes, assim como os Hobbit a conhecem. Em uma de sua prosas ele fala o seguinte:

Cinzento qual rato,

Sou grande de fato,

Como cobra o focinho,

Tremor no caminho,

Se ando na relva;

Parto troncos na selva.

Minha Boca tem chifre,

No sul me decifre.

Minha orelha é enorme.

Há quem não se conforme.

De me ver caminha,

Sem nunca deitar,

Nem agonizante.

Eu sou Olifante,

O maior animal,

Velho e descomunal.

Quem me conhece,

Jamais me esquece.

Quem nunca me vira,

Pensa que sou mentira;

Mas sou velho Olifante,

Não há quem espante.

As Aventuras de Tom Bombadil – 10. Olifante.

Troll

Não tenho certeza sobre os Trolls. Acredito que sejam meras ‘imitações’ e, portanto (embora aqui, é claro, eu esteja apenas usando elementos da antiga criação mítica bárbara que não possuía uma metafísica ‘consciente’), voltam a ser meras imagens de pedra quando não estejam no escuro. Mas há outras espécies de Trolls além desses extremamente ridículos, ainda que brutais, Trolss-de-pedra, para os quais outras origens são sugeridas.

J.R.R. Tolkien.

Criaturas criadas por Morgoth na 1ª Era, por materiais das montanhas, além de não terem linguagem própria, e foram criados para uma simples missão, governar a Terra-média. Eles são grandes e desajeitados, em sua maioria burros e sem livre-arbítrio. Havia os Trolls da Montanha, das Cavernas e os Olog-Hai, seres esses criados para os jogos.

Os Olog-Hai são Trolls corrompidos pela magia de Sauron, para resistir à luz do sol que os transformariam em pedra. Ainda raros em Mordor, geralmente usam apenas língua-negra, embora entendam a fala dos orcs. Esses mesmo tendem a ter medo deles pelo tamanho imenso e pelo vínculo próximo ao senhor do escuro, que os criou para a guerra contra o oeste.

Como a mais recente criação de Sauron, os Olog-Hai normalmente tratam o senhor do escuro com uma reverência quase religiosa. Apesar de sua natureza um tanto burra, eles podem ser realmente espertos e conhecem muito bem Mordor.

Vermes Gigantes

“Na maioria dos lugares, você vira comida de minhoca depois que morre. Aqui, elas não esperam.”

Shadow of War – Torvin.

Movimentando-se debaixo das areias calmas, guiadas por um instinto misterioso, essas feras antigas dominam as suas presas ao sair da terra, em uma explosão de poeira e dentes. Com o alvo ferido ou atordoado, eles atacam como uma cobra, envolvendo a vitima em suas mandíbulas, antes de arrastá-la para debaixo da terra em uma morte lenta e sufocante. Mesmo sendo em grande parte um perigo invisível, a presença de vermes gigantes pode ser notada com os montes que criam na superfície.

No filme “O Hobbit: A Batalha dos 5 Exércitos”, vemos essas criaturas criando túneis para o exército de orcs em direção a Montanha Solitária. Muita gente acaba entortando os narizes para essas criaturas, achando algo totalmente desnecessário, mas na minha visão é só mais uma criatura para poder enriquecer todo o legendário do nosso mestre Tolkien, e como ele mesmo bem disse, muitas coisas nem ele mesmo sabia se existia, dando uma carta branca para os futuros escritores. Ela também foi usada no jogo Shadow of War, na campanha especial de Baranor, na região Lithlad em Mordor.

 

Warg

Eles também puseram sob guarda, enquanto todos os demais (pareciam ser centenas) foram se sentar num grande círculo na clareira; e no meio do círculo ficou um grande lobo cinzento. Ele falou com eles na linguagem horrenda dos Wargs. Gandalf a entendia. Bilbo não, mas lhe soava terrível, como se toda a conversa deles fosse sobre coisas cruéis e perversas, como de fato era. De vez em quando, todos os Wargs no círculo respondiam ao seu chefe cinzento juntos, e o clamor horrendo quase fazia o Hobbit cair de seu pinheiro.

O Hobbit – Da frigideira para o fogo.

Lobos atrozes que são capazes de destroçar qualquer um que esteja no seu caminho. Basicamente são lobos mesmo, de tamanho grande, com pelos variando entre marrom e negro, apesar de haver o branco (albino, por assim dizer), que é usado pelo Azog, o Profano em “O Hobbit”. Garras e dentes enormes, olhos e olfato apurado, é quase impossível fugir de uma fera dessa. Apenas alguns orcs tiveram a capacidade de doma-los e usa-los como feras de combates em meio as batalhas e guerras.

A uma outra variante criada para o jogo “Shadow of Mordor” e “Shadow of War”, os Caragor, que tem o mesmo perfil que um Warg, a diferença é, eles não tem pelos mas sim um couro reforçado, além de serem mais corcundas, ou seja, seu cupim é mais alto e também não é tão cumprido quanto seu primo das terras pardas. Essas criaturas somente são vistas em Mordor, e lá dentro elas são usadas para todo o tipo de tarefas, tanto para caças, como para batalhas, além de servir para divertimento dos orcs quando estão entediados.

Além desses Caragor, existe o Caragor-Grande, sendo mais claro e mais feroz, geralmente sendo o alfa de uma bando, mas de qualquer forma sendo raro.

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