6 de janeiro de 2022

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A Filha Perdida | Escritora Elena Ferrante emplaca mais uma adaptação

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Elena Ferrante é um monstro da literatura moderna e mesmo sem ninguém saber sua real identidade, seu sucesso com os livros é impressionante Lançado recentemente na Netflix, A Filha Perdida é mais um romance da escritora adaptada as telas, assim como o filme Um Amor Incômodo (1995) e a série da HBO, Tetralogia Napolitana. Além dessas obras, já podemos aguardar a adaptação de A Vida Mentirosa dos Adultos, pelas mãos da Netflix.

Sobre esse novo lançamento, a produção traz Olivia Colman protagonizando a trama ao lado de Dakota Johnson e Paul Mescal.

Sinopse

 As férias pacatas de uma mulher à beira-mar mudam de rumo quando sua obsessão por uma jovem mãe hospedada nas proximidades traz à tona antigas lembranças.

O filme retrata sem retoques a realidade feminina, o caos familiar e não romantizado, com personagens fortes e cruas, numa explosão de atuação por todo lado, tornando o filme um candidato a premiações cinematográficas.

Leda (Olivia) é uma mulher profunda e intensa, presa em sua própria história e passado, revivendo seus traumas maternos e desafios de maternidade ao conhecer a problemática Nina (Dakota) e sua filha na praia, como um espelho do que já viveu. 

O caos se instaura quando a criança se perde e Leda se junta ao grupo para reencontrá-la e de fato, o faz. Porém em meio a isso, Leda rouba a boneca da criança como um token para se manter conectada a seu passado, o que causa uma confusão ainda maior.

Leda aparenta se perder nos próprios pensamentos, assombrada pelas decisões que tomou e as consequências de tudo que a trouxe até o presente solitário e nublado. Nos momentos finais do filme, Leda devolve a boneca a Nina, que furiosa, se revolta com a postura da outra e acaba ferindo-a com uma agulha que enfeitava seu chapéu, acabando com a afinidade desenvolvida por elas ao longo da história.

A história é brutal no aspecto e relações humanas e o desfecho contraditório e incerto, deixando a verdade para a imaginação de quem assiste. Na cena final, vemos Lena a beira-mar, ligando para suas filhas adultas e conversando com uma delas em tom de cumplicidade e intimidade, demonstrando que apesar dos problemas que vivenciou, conseguiu sustentar uma relação com elas. Por outro lado, Lena foi machucada por Nina e logo em seguida sofreu um acidente de carro, fazendo com que essa cena final também possa ser um vislumbre do pós morte da personagem. Algo muito semelhante ao final do filme A Origem, que até hoje gera debates sobre o que era realidade e fantasia.

Uma obra nota 7.

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