23 de junho de 2022

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Crítica | Lightyear é uma animação divertida que peca ao tentar ser profunda demais

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Sox, gato Buzz Lightyear

O novo filme da Disney e Pixar baseado no icônico personagem da franquia Toy Story já chegou aos cinemas. Prometendo explorar a origem do patrulheiro espacial de maneira nunca antes vista, a animação entrega uma ficção científica de primeira e com um ótimo humor, mas se perde ao apostar na obviedade melancólica de uma crise existencial.

Buzz Lightyear é um patrulheiro espacial dos bons, considerado um herói e adorado por muitos. Ao cometer um erro numa missão, colocando seu ego acima da segurança de todos, acaba por condenar sua equipe a passar anos em um planeta hostil. Frustrado, ele dedica sua existência a tentar reparar sua falha, ignorando a oportunidade de viver ao lado das pessoas que ama, perdendo seus dias até que seja tarde: a realidade a qual deseja voltar já não mais existe!

O começo do filme garante o interesse do público pelo que está por vir, mas aos poucos se torna cada vez mais previsível; sem contar que praticamente 2/3 do enredo já havia sido divulgado nos trailers. Do 2º para o 3º já começamos a enxergar o caminho para qual o desfecho está nos levando, com a história caindo no conto fácil de usar um astronauta para ilustrar uma crise existencial. Mas, mesmo com isso, ainda há espaço para um pequeno plot twist, principalmente para os fãs que pensam conhecer o universo que ronda o personagem.

Seus personagens coadjuvantes são os típicos ajudantes disfuncionais, que entregam momentos engraçados, e no fim são de extrema importância para o protagonista. Apesar de não apresentar nada fora do clássico, são utilizados muito bem, sem nenhuma sutileza ou medo de ser feliz, garantindo ótimas risadas. O destaque fica para o pet robótico de Buzz, o gatinho Sox, que é um charme por si só e rouba a cena sempre que está envolvido, proporcionando os melhores diálogos do longa.

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As falas, inclusive, são o ponto alto da animação. Lightyear é um filme extremamente verbal, onde os jargões, frases de efeito e até “falas soltas” acabam ganhando relevância para manter o público dentro do filme, sem tempo para desviar o olhar e perder o que vai acontecer a seguir. E nesse quesito, a dublagem brasileira, que fora alvo de tantas críticas por suas escolhas de vozes, brilhou como nunca. Marcos Mion como Buzz Lightyear foi um show por si só, garantindo uma ótima atuação com bastante energia e sensibilidade que o personagem merece.

Por fim, Lightyear sem dúvida é um filme que merece ser assistido, pois, mesmo sem ser um novo fenômeno, consegue proporcionar boas risadas e garantir um entretenimento profundo e, até mesmo, reflexões um pouco mais complexas.

Nota: 7.

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