13 de julho de 2022

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Análise | Bastard! é polêmica do começo ao fim

5 min read

Bastard! chegou ao catálogo da Netflix e com ele muitas polêmicas, entretanto, fãs mais antigos, que acompanharam o mangá desde 1988, ficaram felizes com essa estreia, onde finalmente podem estar vendo o Mago Supremo Dark Schneider e suas aventuras em uma produção de ótima qualidade. Mas antes de falar das polêmicas, vamos por partes.

Bastard!

Dark Schneider é o protagonista da história, onde é considerado o Mago Supremo, vivendo 400 anos e mostrando toda a sua crueldade enquanto estava vivo. Depois de uma batalha a 15 anos atrás, ele foi selado dentro do corpo de um recém nascido, chamado Lucien, que acabou crescendo ao lado da jovem Yoko, que cuidou e orientou o garoto.

Após 15 anos, um grupo maligno acaba adentrando nos reinos para poder pegar partes do corpo de uma antiga deusa, entretanto, eles precisam romper os selos que foram colocados para poder traze-la a vida novamente. Ela foi divida em quatro partes e colocada para ser protegida em 4 grandes cidades do reino. Agora, os soberanos precisam da força do maligno Mago Dark Schneider para impedir esse grupo que vem aterrorizando tudo e todos.

Dark Schnieder

Sendo o protagonista é de se esperar que ele seja forte certo? Certo. Ele é o Mago Supremo de sua ordem, podendo lançar 3 elementos principais, sendo eles: fogo, raio e magia negra, todas com um potencial a nível de deuses antigos, ou seja, são altamente poderosas, apenas poucos magos chegaram a esse nível.

Uma curiosidade muito interessante é o nome das magias como Megadeth e Guns N Roses, sendo uma referência e homenagem ao Heavy Metal, até por sinal, em e meio as batalhas quando eles lançam as magias, um solo de guitarra segue a composição da cena, se tornando épica e saborosa de ouvir e assistir.

Além dos elementos, ele também é capaz de invocar criaturas para servi-lo, como exemplo gigantes Golens, que tem o potencial de exterminar um exército inteiro se assim for mandado. Ele também consegue se curar, dependendo do ferimento que ele for exposto.

As Polêmicas

Lucien e Yoko

A série demonstra um grande interesse do protagonista por mulheres virgens, onde ele basicamente se envolve, de forma explicita, com todas que aparecerem pela frente, algo que até se torna um desconforto para quem não curte tanto essas cenas mais pesadas de puro envolvimento entre corpos nus (apesar de não mostrar nada além dos corpos entrelaçados). A polêmica se dá porque o protagonista, além de ser mulherengo, é desrespeitoso, tratando as mulheres como se fossem meros objetos que não merecem preocupação. Muitos tentaram abolir a série por isso, dando como explicação o intuito de influenciar rapazes a serem como ele, mas acabou não indo para frente e a Netflix bancou a bronca. Vale ressaltar que, em 1988, quando o mangá foi lançado, não havia tanta polêmica quanto ao assunto, mas hoje este enredo vem gerando muitas discussões por ir contra o politicamente correto.

Outra polêmica é como o Dark Schneider é devolvido ao mundo após o rompimento do selo. Lucien é uma jovem criança inocente e imatura, que é beijado por uma virgem na boca, para que o Mago tome sua forma original e luta contra os inimigos. Isso apesar de polêmico, é visto em todos os mangás e nas animações asiáticas, onde mostra os heróis que geralmente tem em média 15 anos, ou menos, tendo pares românticos e relações amorosas com outras pessoas, sendo mais novos ou velhos.

Dark Schneider e Arshes Nei

Mais uma polêmica que pode ser considerada até um tanto impactante, é a relação entre Dark Schneider e sua filha adotiva Arshes Nei, uma meia-elfa, que foi abandonada para morrer após as guerras de seu povo. A polêmica bate quando ela se torna adulta, acabando tendo uma relação de marido e esposa pelo seu pai adotivo Dark, dando a entender que isso pode ser normal entre pais que adotam os filhos. Essa foi uma das mais fortes e gritantes entre todas as citadas, muita gente achou isso repulsivo e até mesmo de mal gosto.

Entretanto, como sabemos, é apenas uma animação que tem como seu principal gênero a comédia, mostrando um personagem sem escrúpulos, mal e imaturo em certas situações, e tudo ocorre de uma forma onde o intuito é fazer todos rirem das situações, por mais bizarras que sejam. Mesmo assim, vale a reflexão sobre o tema e o que está sendo colocado como produto para todos em uma plataforma. Será que esse é o tipo de produção que vale ser reproduzida e apostada, gerando polêmicas a quais podem ser desconfortáveis para certos públicos?

Análise Final

A série é uma sátira total, não podendo ser levada nem um pouco a sério, apenas sente e se divirta com os belos gráficos, excelentes trilhas sonoras e cenas de tirar o fôlego em meio a batalhas épicas. Como foi dito antes, não é uma série que vai agradar a todos, bem provável que agrade mais o público masculino por ser tratar de algo mais sensual, mesmo assim, a história em si é bem legal, mostrando que os reinos precisam utilizar um poder antigo para impedir a destruição da terra e de seu povo.

Então, meus caros, se vocês não tem problemas em ver algo assim, e não são pessoas facilmente influenciados, é uma animação divertida para assistir e dar boas risadas.

Nota: 9

Outras Produções

Em 1988 o mangáka Kazushi Hagiwara, trouxe para o mundo a história Bastard!, contendo 27 volumes. Seu período de publicação foi entre 1988 à 2012. Sim, ouve um hiato no mangá bem longo.

Já em 1992, ouve a primeira produção animada da série, contendo 6 episódios que percorreram entre os anos 92 e 93.

Confira também o trailer da animação atual da Netflix:

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