15 de julho de 2022

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Crítica | A Fera do Mar impressiona com sua qualidade e pureza

4 min read

Lançada na última sexta-feira (8), a nova animação da Netflix, A Fera do Mar, nos apresenta uma jovem garota e um experiente marinheiro, que está destinado a assumir o navio de seu mentor. juntos eles acabam se vendo em uma aventura para lá de inesperada, em meio aos mares do novo mundo. Contando com um elenco recheado de grandes atores como Karl Urban (Jacob Holland), o mesmo que faz o Billy Bruto em The Boys, Zaris-Angel Hator, Jared Harris, Marianne Jean-Baptiste, Dan Stevens e outros grandes atores que completam essa animação que vem apaixonando o público pela sua simplicidade, clichê e uma ótima aventura entre humanos e monstros.

Confira o trailer:

 

Essa animação é o mais novo projeto do diretor Chris Williams, o mesmo que fez o sucesso Moana: Um Mar de Aventuras” e Operação Big Hero”, ou seja, um ótimo diretor para uma produção que já está causando um sucesso de crítica positivas e se tornando uma das favoritas dos fãs desse gênero.

Ela mal foi lançada e já tem muitos elogiando essa aventura incrivelmente bem produzida, colocando em suas mensagens a respeito, como uma animação que está trazendo importantes mensagens em sua narrativa, além de trazer uma grande representatividade em seus personagens.

A produção é ambientada numa época em que as feras aterrorizantes ainda vagavam pelos mares e os caçadores de monstros eram considerados heróis, e o maior de todos eles era o valente Jacob Holland (Karl Urban). O mais incrível desse personagem, é sua pureza, apesar de ser um caçador muito temido entre os membros de sua tripulação, ele agia conforme os códigos estabelecidos pelos caçadores em um todo, sempre colocando o contra ponto entre ele e seu Capitão Corvo, que o tinha resgatado ainda quando criança e o criado como um filho, vendo nele como seu futuro sucessor para comandar o “Inevitável”.

Mas, com o passar da aventura, após caçar diversos monstros marinhos e conhecer uma garotinha chamada Maisie, ele começa a entender como o mundo realmente funciona, deixando de lado suas rusgas contra esses grandes seres marinhos. Essa é outra personagem que merece elogios, sendo muito carismática, além de ser pentelha e teimosa, mas que conseguiu unir duas criaturas que viviam em guerra por causa de seu enorme coração, fofura e o principal, sua inocência de criança.

Uma única coisa que eu senti ao assistir essa animação, foi as semelhanças com o clássico e de grande sucesso “Como Treinar Seu Dragão”, da DreamWorks, onde o tema e a ideia são bem parecidas. Dois mundos em guerra contra monstros que impedem o desenvolvimento dos humanos, porém, eles só estão ali para defender sua posição em meio ao mundo que vivem. Claro que isso não estraga em nada a experiência de assistir esse filme, mas já não traz aquele ar de inovador.

As criaturas são muito bem desenhadas com uma arte criativa muito original, ainda mais sendo criaturas do fundo do mar. Porém, senti falta de mais criaturas sendo mostradas, ficou muito envolto na principal chamada “Bravata”, ou “Vermelha” como foi apelidada pela pequena Maisie, uma criatura de dimensões enormes, sendo a grande ameaça dos mares.

Mas tem uma coisa que chamou muita atenção nessa animação. Os tons de cores foram muito predominantes em toda produção, optando em usar temas fortes e uma paleta específica para o filme. Veja o que o diretor de arte Mathias Lechner disse:

“As cores foram definidas com temas fortes. O tema de ver o mundo em termos de ‘nós contra eles’, por exemplo, é ilustrado como um embate do vermelho contra o verde. Além disso, usamos o amarelo para representar raiva e corrupção, tivemos momentos bem divertidos em que usamos céus em tom azul bem vivo com nuvens brancas, e usamos também lavanda e magenta, que estão relacionadas à curiosidade e ao desejo.”

Ou seja, todo o trabalho foi realmente pensado para deixar claro todas as intenções marcantes que a animação transparece. Um dos momentos que deixou isso muito bem estabelecido, foi a luta entre a Bravata e o caranguejo gigante, onde as cores se misturavam com muita sintonia e deixando claro todo o impacto da cena.

Outro ponto que podemos falar é sobre a questão de amor, vingança e honra, que é um tanto clichê, algo que se vê em diversas produções, e isso é um fato, mas apesar de ser assim, ela ainda acaba entregando uma ótima explicação para tudo, dando sempre a pontuação exata para cada emoção mencionada.

Um ponto que fiquei triste por não ter tido tanto, foi a dimensão do reino em que eles viviam, onde se mostra muito poderoso e rico, mas que acaba ficando em segundo plano. A dimensão que foi criada em certo momento quando o general da marinha e o Capitão Corvo se enfrentam em uma competição para capturar a Bravata, acaba sendo interessante no momento que é proposto, mas acaba com apenas um golpe, onde simplesmente não houve a disputa. Essa parte talvez me pegou como um ponto negativo, queria ter visto mais disso, mais do confronto e talvez mais dificuldades para se capturar a enorme criatura marinha.

Fora isso tudo, a animação é um deleite para os amantes desse gênero, mostrando que esse tipo de produção ainda pode nos surpreender e emocionar. Gostei de mais da história e principalmente da criatividade que eles tiveram para criar esse mundo, sendo bem sincero, gostaria de ver mais sobre em futuras produções, talvez uma série, assim como outras fizeram. Minha conclusão final é, uma animação incrível e que vale muito apena parar para assistir, e mergulhar nessa aventura linda e emocionante.

Nota: 9

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