14 de março de 2022

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Crítica | Projeto Adam: Ficção temporal é nova aposta da Netflix, mas só entrega nostalgia

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Nova estreia da plataforma, o novo filme de ficção científica da Netflix, Projeto Adam, traz um elenco espetacular em uma história simples, mas tocante.

O longa acompanha Adam (Ryan Reynolds) em uma viagem no tempo para tentar impedir um futuro catastrófico, devido a descoberta de seu pai (Mark Ruffalo), que decifrou o segredo por trás da viagem no tempo e foi enganado por Maya (Catherine Keener), que usa o poder para favorecer-se e controlar o futuro do mundo.

Com certeza, o elenco e suas atuações são a parte mais impactante do filme, que tem um enredo simplório e que tenta empolgar nas cenas de tiroteios e disputas, mas engaja pouco. Os efeitos especiais convencem mesmo não sendo tão majestosos.

Para os fãs do filme de super-heróis é quase engraçado ver três grandes atores que interpretam personagens incríveis da Marvel em uma mesma história. A lembrança de Deadpool, Gamora e Hulk, permanecem em seus intérpretes, que esbanjam talento em seus personagens e reaproveitam características marcantes que os tornaram inesquecíveis, como a acidez de Ryan, o talento nas cenas de combate de Zoe e a demonstração de extrema inteligência de Mark, que também interpreta um cientista nessa produção.

Na história, Adam chega em 2022, onde encontra sua versão de 12 anos (Braxton Bjerkeyn) e descobre que voltou na data errada. Ao enfrentar os soldados e a vilã Maya, ambos Adams embarcam na nave e conseguem chegar a 2018, onde encontram seu pai, vivo, que logo entende a situação. Entre broncas e conflitos de pai e filho(s), Adam adulto convence seu pai a desistir de criar a fórmula que possibilitaria a viagem no tempo, mas precisam enfrentar Maya em suas versões presentes e futura para impedi-la. Em meio a isso, Adam (Ryan), tem a difícil escolha de sacrificar seu amor Laura (Zöe Saldana), a qual conheceu em meio ao caótico futuro, para salvar o mundo. A história é um pouco confusa nessa parte, e mesmo o longa tentando justificar a existência e presença de Laura, não deixa de soar aleatório e forçado na narrativa.

Como esperado, o desfecho é previsível e pai e filho(s) conseguem mudar o futuro, e mesmo que isso não mude a morte dele, o pai, Louis, faz o possível para ficar bem com seu filho e mulher Ellie (Jennifer Garner). A personagem Ellie, como mãe de Adam, também soa mal aproveitada e um desperdício de potencial, mesmo que a referência de ter o casal — Mark e Jennifer — junto novamente em um filme seja extremamente nostálgico para muitos fãs do clássico De repente 30, o que inclusive rendeu uma foto de antes e depois em pleno bastidores do filme. Confira:

Mark e Jennifer no filme De repente 30 e 18 anos depois nos bastidores de Projeto Adam

O filme, que estava cotado como um dos mais esperados do ano na plataforma, acabou frustrando muitas expectativas pela pouca entrega, ficando apenas satisfatório e nada excepcional. Nota 06.

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