3 de janeiro de 2022

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Crítica | 4ª temporada de Cobra Kai aposta mais na emoção e menos na pancadaria

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Carregada de plot twists e acontecimentos marcantes, a quarta temporada de Cobra Kai acerta em cheio na comoção com o público e prepara terreno para uma nova leva de eventos intrigantes. Estreando no último dia de 2021 na Netflix, a série consegue não só se renovar como também agradar aos fãs da saga, seja os que a conheceram através da série ou os de longa data, admiradores da franquia Karatê Kid.

A partir daqui, teremos referências a acontecimentos da trama. Se ainda não assistiu, cuidado com spoilers.

A união dos dois senseis, Daniel LaRusso (Ralph Macchio) e Johnny Lawrence (William Zabka), apesar de breve, como já era de se esperar, repercutiu durante toda a trama. O enredo soube explorar muito bem esse plot, utilizando de artifícios para que fosse algo equilibrado para os dois lados, protagonistas e antagonistas tinham as mesmas cartas, e foi aí que o carisma e personalidade de cada personagem entraram em destaque. Como, por exemplo, durante o torneio nos episódios finais, onde ambos conheciam os mesmos golpes e métodos de caratê, tendo então que segurar a cena não somente com uma boa coreografia, mas com trejeitos e artimanhas advindas de cada um, individualmente.

A trama também se preocupou em explorar o arco individual de cada um, dando espaço para que nos aprofundemos ainda mais nos personagens que já adorávamos. Ao longo de toda a série, o Eli (Falcão), talvez, seja uma das odisseias mais interessantes de se acompanhar. Ele foi de garoto nerd e isolado, que sofria bullying ao cara malvado que praticava o bullying. E agora retorna em um ponto de equilíbrio, tendo percorrido os dois mundos, finalmente se encontrou e pode revelar quem realmente é.

Derrotados, os personagens precisam encontrar uma nova maneira de enfrentar seu inimigos, que também se encontram fora de harmonia. O gancho deixado para a próxima temporada é bem convincente e justifica a necessidade de uma sequência para além do fan service. A curiosidade implantada com as ultimas cenas do décimo episódio é algo que merece nossa atenção. Com Kreese saindo de cena, Terry Silver, que é tão ou mais insano quanto, além de ser mais poderoso e ter mais contatos, deve aprontar ainda mais para cima dos nossos protagonistas.

Resta saber o que Cobra Kai ainda tem para nos apresentar, já que as grandes surpresas e participações da trilogia original já foram bastante exploradas. O podemos acreditar é que a trama vai buscar maneiras de sobreviver para além da nostalgia, se sustentando com seus próprios pés, assim como bem fez em alguns momentos da 4ª temporada, onde alguns personagens velhos conhecidos dos fãs reapareceram, mesmo que alguns de forma breve, como foi o caso do Arraia (Paul Walter Hauser) e Aisha (Nichole Brown). De fato, todo o arco da trama principal parece estar se concretizando. Já vimos o que aconteceu com o Johnny após os eventos de Karatê Kid, assim com sua ascensão com o novo Cobra Kai e, posteriormente, vimos se unindo a Daniel LaRusso para enfrentar inimigos do passado.

A futura quinta temporada não deve ser a última, mas torcemos para que o enredo continue com a qualidade narrativa e que a obra não se torne mais uma das séries da Netflix que são renovadas eternamente até que a formula se desgaste.

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