21 de julho de 2022

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Crítica | Círculo de Fogo: The Black reascende a esperança dos fãs, mas peca em diálogos maçantes

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A série de animação Círculo de Fogo: The Black, baseada na franquia cinematográfica e nos quadrinhos de Círculo de Fogo, conseguiu entregar uma ótima história, diferente do último filme Círculo de Fogo: A Revolta (2018), que foi um total desperdício de potencial. Assim, a animação nos apresentou o principio do fim, onde o mundo que conhecíamos está destruído, com seus continentes devastados e suas metrópoles arrasadas, dando um contexto geral de uma situação sem volta.

Contendo duas temporadas com 7 episódios cada e cerca de 20 minutos, é uma série curta para se maratona na plataforma da Netflix. Veja o trailer da segunda temporada:

Sobre a animação

A Terra foi devastada pelos Kaiju, acreditasse que em Sidney, na Austrália, um último QG com Jaegers em atividade na luta contra os gigantes monstros ainda resiste e abordo de um desses grandes robôs, Atlas Destroyer, os irmãos Taylor e Hayley seguem em sua jornada até lá na esperança de encontrarem abrigo e seus pais desaparecidos, mas em paralelo descobrirão junto com Mei e Garoto um novo significado para “família”.

Análise da animação

Apesar de ser uma animação, a história é muito bem produzida e muito bem alinhada, dando fluidez a todo cenário que vimos conforme a aventura. Os personagens principais são muito interessantes, colocando um ponto de partida para todo o contexto que vinha pela frente, entretanto, apesar de ser muito fluída, as vezes se torna um tanto maçante algumas cenas de diálogos entre os dois personagens principais, Taylor e Hayley, que por várias vezes em um momento de estresse, acabam tomando decisões ineficazes, criando mais briga e um certo incomodo para quem está assistindo, isso de toda forma é entendível já que estamos falando de dois jovens que cometem erros com tais decisões, mas acaba forçando de mais, ainda mais quando isso acontece não só uma vez, mas sim diversas vezes.

Outros pontos positivos e de certa forma negativos são os personagens coadjuvantes, que são mais interessantes ainda quanto os principais, mas acabaram ficando de lado, ou na maioria das vezes, eram mortos. A mais interessante entre eles é a Mei, uma jovem que foi sequestrada por um lunático chamado Shane e doutrinada para ser uma arma para seus fins, porém ela acaba conhecendo a dupla de irmãos e começa a se envolver com eles mudando um pouco o seu rumo da história.

Os vilões são outro atrativo interessante, mas o destaque vai para as Irmãs, uma seita que prevê o retorno do messias em forma de humano e Kaiju. O legal dessa irmandade, é que elas controlam alguns Kaiju Híbridos, além de claro o controle de mente entre os membros.

Agora sobre a animação da série que poderia ter sido diferente, a mescla entre CGI e animação é evidente, deixando claro a temática que foi abordada, apesar de não me agradar e também alguns outros fãs, o roteiro e a dinâmica dos eventos compensam essa parte que de certa forma incomoda. Entretanto, a fluidez dos combates é empolgante e tirar o fôlego, mostrando que se fosse em uma animação padrão poderia ter sido ainda melhor.

É uma animação muito válida e com muito potencial para dar origem a outras com o mesmo viés, a única coisa que poderia mudar é a questão da produção como foi dito acima, mas de resto é muito bom mesmo. Talvez as únicas ressalvas são os coadjuvantes que mereciam um pouco mais de conteúdo.

Nota: 8,5

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